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15 de janeiro de 2012

Guardian TV – segundo episódio (tradução)

Após todos esses anos, qual é a opinião de vocês sobre “A Night At The Opera”?

Hansi: Eu acredito que “A Night At The Opera” é um de nossos álbuns mais fortes. Foi um álbum que exigiu muito tanto em produção quanto gravação. É um álbum exigente. Mas ele contém algumas das canções mais fortes que nós já escrevemos. Para algumas pessoas isso pode ser demais porque há muitos “overdubs”*, há muita informação musical no geral. Mas, para nós, essas eram coisas imprescindíveis a se fazer após o “Nightfall In Middle-Earth”, que foi um álbum espetacular, para encontrar um caminho diferente que mais tarde se tornou essencial no “A Twist In The Myth” ou “At The Edge Of Time”, onde o caminho que tomamos se tornou mais óbvio. Eu acredito que “A Night At The Opera” é um álbum subestimado e muito artístico que as pessoas vão continuar gostando daqui dez ou vinte anos.

*técnica de gravação que consiste em adicionar novos sons a uma gravação já anteriormente realizada

Existe alguma música que nunca foi lançada?

Hansi: Nós compomos muitas canções. A maioria delas é lançada nos álbuns. Há um número muito pequeno de músicas que nós decidimos não lançar. Basicamente, a maioria delas foi escrita para o “Nightfall In Middle-Earth”, algo como duas canções faltando que nós começamos a produzir, mas nunca terminamos. E elas podem ser lançadas no futuro.
Durante as sessões de gravações de “Imaginations From The Other Side”, nós gravamos uma música chamada “Systems Failing”, gravada originalmente por Michael Schenker Group. Nós nunca terminamos essa também. E, além dessa, eu diria que pode haver alguns fragmentos, algumas partes de músicas que não usamos e gravamos, mas não músicas completas, que nós ainda temos em algum lugar sobrando.

*AND THEN THERE WAS SILENCE REGRAVADA*

Por que vocês nunca tocam o final de “And Then There Was Silence” ao vivo? (“Still the wind blows, calm and silente...”) É um dos trechos mais épicos já escritos, da música mais épica! Então por quê?

Frederik: (ele fala!!!): Basicamente, em estúdio, a parte em que nós temos que diminuir gradativamente o som por aproximadamente dois ou três minutos, é feita de uma maneira que só podemos reproduzir em estúdio e não ao vivo. Então, para os shows, nós tivemos que fazer um final esmagador e explosivo e não como em estúdio. Então, nós tivemos de criar outro final para essa música.

Há algum tempo foi comentado, uma vez que as turnês terminassem, que as gravações ao vivo seriam analisadas para um possível lançamento. Qual é a presente situação disso?


Hansi: Durante as últimas turnês que fizemos nós gravamos a maioria dos shows. Alguns deles mesmo ao ar livre. Nós, então, temos o material e ainda estamos pensando na ocasião correta, no momento correto para outro álbum ao vivo ou outro DVD, isso veio à tona agora. Felizmente, nós gravamos o último show que fizemos no Wacken, esse pode se tornar o material essencial para um próximo disco ao vivo, no futuro.

Que estilo ou som vocês gostariam de explorar, mas não o fizeram ainda? Talvez uma inspiração não tão comum que venha de uma banda diferente, algum som que vocês gostariam de tentar.

Hansi: Desde o começo nós sempre tivemos diferentes tipos de inspirações. Então, nosso estilo mudou muito ao passar dos anos e isso certamente continuará no próximo álbum. Bom, a jornada nos dirá, atualmente nós não temos idéia do que virá. Eu tenho certeza que, novamente, nós poderemos usar mais arranjos com orquestras que no passado. Mas isso é apenas um palpite pessoal, nesse momento. Isso pode mudar no futuro, apenas devido à outra inspiração. Basicamente, depende das canções que estaremos escutando, nosso estado de espírito. E, no final, tudo é naturalmente colocado junto e a música surge. Nós apenas precisamos seguir a direção, de onde quer que ela venha.
André: Eu acho que há muito espaço para a criatividade nas canções de um álbum. Eu acho que fizemos isso no último álbum em canções como “Sacred” e “Wheel Of Time”. Essa foi a primeira vez que tentamos seguir a trilha sonora diretamente e eu gostei muito. Eu gostaria de tentar mais coisas assim.

André, você é o único membro que não trabalhou com outros músicos em projetos paralelos. Ao menos abertamente. Você tem planos relacionados?

André: Eu acho que não. Eu não gosto de trabalhar com outras pessoas (risos). É isso, eu gosto de trabalhar sozinho.

Vocês já pensaram sobre uma pequena turnê, com shows em pequenas localidades, ter de volta a intimidade com os fãs, ou vocês sentem falta de ter um público pequeno, porém muito entusiasta e fácil de agradar para estar mais perto deles?

Hansi: Nós, de tempos em tempos, temos que fazer shows em pequenas localidades, depende do país que estamos tocando. Então, nós estamos acostumados a essa maior intimidade nos palcos. E claro, seria muito bom fazer isso novamente em mais lugares, países como a Alemanha, por exemplo. Nós provavelmente faremos isso no futuro, mas para sermos sincero, nós não pensamos em fazer isso tão cedo.

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