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A Das Bard foi feita somente 12 Unidades e distribuidas inclusive para os integrantes do Blind Guardian!

Blind Guardian em Curitiba - 2015, camarote Blind Guardian Brasil.

Saiba o que rolou no show de Curitiba/PR em 2015.

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Blind Guardian é a maior e melhor banda de POWER METAL do mundo!

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30 de abril de 2012

Resenha "The Bard`s Night" em Curitiba

Olá queridos bardos!


Bom, várias pessoas já me questionaram por nunca ter feito uma resenha de algum show do Blind Guardian que fui. Pois bem, depois de participar de 4 turnês, acho que chegou a hora! E fiz em grande estilo! Abri uma "Das Bard - Edição Especial" e mãos no teclado para tentar resumir o evento. Não apenas o show, mas tudo que passamos para fazer parte desse show. Então, se quiser continuar lendo caro bardo, reserve uns 15 minutos de seu tempo.

Todos que me conhecem sabem que, pra mim, os preparativos para um show do Blind Guardian começam com meses de antecedência, antes mesmo da confirmação das datas oficiais da turnê. Diria que começam já no lançamento do single que antecede o novo álbum. E, dessa vez não poderia ser diferente, apesar de algumas fases da logística já terem sido feitas na turnê de 2011. Então a turnê de 2012 ficou mais fácil de se organizar, mas também com menos tempo.


Desde 2002 acompanho os Bardos de Krefeld em pelo menos 1 show por turnê aqui no Brasil. Desde 2007 as tardes de fotos e autógrafos, que apesar de improvisadas e não oficiais, viraram rotina. E tudo muito bem planejado pelo fã cara de pau que vos escreve.


Enfim, com nossa equipe de fãs já montada e devidamente instruída, lá vamos nós para a “The Bard`s Night” de Curitiba, na manhã do dia 25/04/2012, que já estava desfalcada pois o Grave Digger anunciou no dia anterior que não tocaria devido a problemas no voo de volta, já que a companhia aérea Ibéria – diga-se de passagem é realmente péssima, experiência própria – entraria em greve na quinta-feira e eles não teriam como voltar a tempo para seus compromissos em estúdio. Isso deixou muitos fãs chateados. Tivemos vários imprevistos nesse dia, dentre eles: acidente na estrada atrasando a viagem; todo e qualquer sinal de telefonia móvel ou fixa e também de internet, em Curitiba, simplesmente não existiu de 12:30 até aproximadamente 18:00. Mas, deu tudo certo no final, fomos “pelo rumo”, como costumo dizer.


Usando telepatia, sexto sentido e intuições certeiras que só fãs de metal possuem, conseguimos o que planejamos: uma tarde de fotos e autógrafos não oficial e “forçada”. Enfim, fotos tiradas, autógrafos dados, Bardos presenteados e muito bate papo, é importante fazer alguns comentários:

  • O novo baixista – que eu não fazia a menor idéia de quem era até essa tarde e ele teve de escrever o nome dele para entendermos – é realmente muito simpático! Não pode ver um fã mais tranquilo que vai até lá e puxa papo! O nome dele é Barend Courbois, "The Bear", como ele se auto intitula, mas ficou conhecido, pelo menos ali entre nós, como “o cara que já foi em 38 shows do Iron Maiden”.

  • Hansi continua muito simpático e humilde. Conseguimos falar com ele depois que ele voltou de um bar ali perto – é!, ele estava bebendo e vendo futebol! – e foi notável que ele tinha bebido algumas! Não mede esforços para conversar e atender aos pedidos dos fãs. E, pela experiência que tenho, está sempre atrasado, porém sempre de bom humor.

  • André é um cara muito bacana, que fala muito pouco (diria quase nada). É fato que se estivéssemos em um grupo somente com fãs do sexo masculino ele até tiraria fotos e daria autógrafos, mas sem muita empolgação. Agora, quando há fãs do sexo frágil no meio, aí ele até sorri e faz um comentário ou outro! E friso que desde 2007 foi assim! Enfim, é o jeito dele, não vou dar adjetivos a isso.

  • Frederik, como de costume, muito atencioso e não foge de fãs. Mas também fala pouco e raramente fica sozinho ou falando sozinho com fãs, procura a companhia de alguém da “crew” para se sentir mais à vontade.

  • Marcus é o Bardo mais fechado de todos. Ele sim evita fãs, mas não sai correndo e não é grosseiro. E fala só o necessário, responde as perguntas sem demais comentários. Surpreendi-me por arrancar um “Oh! It´s very nice!” quando entreguei nossa bandeira nas mãos dele.

Enfim, chega de comentários dos bastidores e de bate papo e vamos para o que interessa: o show!


Chegamos no MasterHall era quase 20:00, encontramos com os retardatários na sequência e entramos na casa de show. E, para minha surpresa e imensa felicidade, nossa bandeira estava lá no palco, estendida, no tablado da bateria de Frederik!



Antes de começar o show ainda deu tempo de tomar algumas cervejas, conversar e fazer amigos e ver de relance um bardo ou outro que não conhecia pessoalmente.


E, finalmente, chega o momento tão esperado. A música do lugar para. As luzes se apagam. O público fica em silêncio e depois de uns 30 segundos ouvimos a introdução de “Sacred Worlds”. Todos gritam, berram “Guardian! Guardian”. Primeiro Frederik entra no palco e agita o público! Depois Marcus, aí André, e então Barend e o tecladista (que até o momento não sei o nome). E a música começa! Hansi entra no palco super animado já cantando e a plateia, apesar de em pouco número, não deixa a desejar em momento algum! Por várias vezes, no refrão, Hansi aponta o microfone para o público que canta ainda mais alto.

Após o final de “Sacred Worlds” há uma mistura de palmas e gritos “Guardian! Guardian” no MasterHall, mas Hansi não dá folga à ninguém e anuncia a próxima sem mais delongas, nada mais e nada menos que a pesadíssima “Born in a Mourning Hall”. E novamente o público se destaca cantando junto de ponta a ponta! Outros destaques ficam por conta de Marcus Siepen que mostra a sua “trueza” em fazer “backing vocals” enquanto toca sem errar absolutamente nada e também para a empolgação de Hansi Kursh que não poupou voz em rasgados e agudos. Mostrou isso, inclusive, após o término da música com um comentário rasgadíssimo “Absolutely amazing!!!” que chegou a arrepiar.


E chega a hora de um papo com a platéia misturado a comentários do que estava por vir, “Nightfall” começa a ser tocada e Hansi incentiva todos a baterem palmas. Seguindo no mesmo estilo vêm a animadíssima “Turn the Page” nos dizendo que não há nada a temer. Era um anúncio, nas entrelinhas, do que estava por vir. Na opinião desse fã obcecado, algo realmente surpreendente, inesperado!

Nunca imaginei que ouviria essa sequência ao vivo: “A Voice in the Dark”, “Lost in the Twilight Hall”, “Valhalla” e “Ride into Obsession”. Foi aí que eu tive a certeza que ficaria com dores horríveis no pescoço nos dias seguintes. Dito e feito!



O público foi à loucura! Músicas rapidíssimas executadas de forma épica. Foi notável a empolgação de toda a banda! Hansi não poupou voz em momento algum. Sem dúvidas foi o melhor desempenho dele que já presenciei.


Era notável o clima descontraído da banda toda. Hansi errou a letra em “A Voice in the Dark”, mas, como sempre, olhou para o André – que já estava rindo – e também riu. Ele é muito bem humorado! (prestem atenção nas entrevistas, shows, etc., os dois não podem se olhar por muito tempo que caem na gargalhada...). Senti como se “Lost in the Twilight Hall” e “Ride into Obsession” fossem tocadas exclusivamente pra mim, pois estavam na minha lista de “músicas que quero ouvir, mas tá difícil”. E foi durante elas que eu fiquei totalmente rouco.


E o que falar de “Valhalla”?! Não há comentários para descrever essa magnífica canção! Simplesmente perfeita! Ao final, como de costume, o público continuou cantando o refrão “Valhalla, why`ve you ever forgotten me” e batendo palmas com as mãos no alto, onde Frederik entrou mais tarde acompanhando na bateria e, na sequência, Hansi com sua poderosa voz. O mesmo brincou, no final, olhando para Marcus e dizendo que ele era o cara mal da banda e que, por causa disso, iria cantar apenas mais quatro vezes o refrão. Depois olhou para André e ele estava simplesmente gargalhando. Eu já disse para um amigo ou outro, mas repito aqui, devem existir muitas piadas internas no Blind Guardian para tanto riso. Enfim, foi o que fizeram, cantaram o refrão por mais quatro vezes e todos aplaudiram. Foi uma prova de resistência conseguir bater palmas com as mãos no alto sem parar por todo esse tempo.


Detalhe que Barend, o novo baixista, comprometeu-se em filmar, em todos os shows, o público cantando nesse momento para fazer, ao final da turnê, uma espécie de “compilação pós ‘Valhalla’”. Sou a prova de que no show de Curitiba ele filmou sim! Vamos esperar para ver!


Depois de “Ride into Obsession”, um “good bye” pra lá de mentiroso do deus do power metal e a Banda inteira saí do palco. Nem 1 minuto depois ouvimos “The Piper`S Calling”, era a chamada para a tão esperada “Somewhere Far Beyond” que fez muita gente que ainda tinha voz, perdê-la! É incrível como uma canção de vinte anos atrás continua fazendo o público simplesmente delirar! Confesso que para mim essa música foi muito esperada, pois eu estava no clima, terminando de ler “O Pistoleiro” de Stephen King, livro que inspirou a canção.


Nesse momento os Bardos decidiram por um descanso e veio a primeira balada da noite, “A Past and Future Secret”. Até eu descansei e estiquei os braços nesse momento, tomei um pouco de água – tá! Mentira, foi cerveja mesmo – e voltei a cantar antes ainda do primeiro refrão.


Violões sendo retirados do palco e guitarras a postos. Uma pausa estava por vir, por assim dizer, com a próxima canção, “Imaginations from the Other Side”, cantada de cabo a rabo pelo público.


Fim do show?! Apenas fim do primeiro ato. A “noite dos bardos” reservava muito mais! Um breve intervalo, a banda se retira e logo se ouve ao fundo as palavras de Morgoth em “War of Wrath” e, na sequência, “Into the Storm” marcando com estilo o início do segundo ato dessa noite.


Em seguida, a segunda balada da noite, “Lord of the Rings”. Tal música já é famosa entre o público curitibano que a ouviu nas últimas três passagens dos Bardos por aqui. Então fica a dica, se quiser ouvi-la ao vivo, vêm pra capital paranaense! E – não poderia ser diferente – todos pularam e cantaram em uníssono “slow down and I sail on the river, slow down and I walk to the hill!”. Ao final, sem muita delonga, Hansi anuncia a surpresa da noite para muitos, “And the Story Ends”, que arrancou muitos gritos esparsos e rostos realmente surpresos. Mais surpresos ainda no final da mesma, quando Hansi dá um “good bye Curitiba”, dessa vez muito bem interpretado. Muitos até acreditaram por um instante, uns até me olharam com cara de “e ai, acabou mesmo?!”. Confesso que se eu não tivesse visto antecipadamente o set list naquela tarde através de uma fonte que não posso mencionar, mas que agradeço muito, também ficaria preocupado. Afinal eles já haviam tocado o mesmo número de músicas de shows anteriores. E apenas respondendo a pergunta, não, não acabou aí!


Apesar da maioria das pessoas dividir esse show em duas partes, eu dividiria em três. O terceiro ato começando nesse momento, depois de um breve intervalo, com a majestosa “Wheel of Time” que fez o público cantar menos enquanto se encantava com a sincronia dos instrumentos em palco. Foi realmente uma experiência única ouvi-la ao vivo.


Novamente, guitarras saem, violões entram. Começa a dar um aperto no peito. Agora todos sabem que o fim está chegando. Hansi faz a chamada: “The Bard`s Song – In the Forest”. Ele apenas puxa a plateia “Now you all…” e o resto fica por nossa conta. É visível a emoção de alguns. Todos batem palmas ao final! Como um grande amigo me disse uma vez, no show de 2007, após essa mesma canção: “tá, agora todo mundo sai e paga de novo pra entrar que já valeu a pena!”. E é realmente essa a sensação depois de ouvi-la, missão completa! Mas calma, o fim está chegando, ainda não chegou. Guitarras entram novamente no palco e os riffs pesadíssimos de “The Bard`s Song – The Hobbit” se iniciam. Foi absolutamente incrível ver todos pulando e cantando “trolls in the dark, the dawn took them all, caught in the wood...” e depois se acalmarem, seguindo apenas com as mãos no alto e batendo palmas, puxados pelo próprio Hansi.


E, nesse momento, Hansi Kursh deixa de atuar e dá o “good night Curitiba” verdadeiro e convincente, seguido pela frase que ecoou no MasterHall: “Mirror Mirror on the wall!!!”. De onde arrumamos energia e voz para pular e cantar essa última canção eu não faço a menor idéia, mas conseguimos e com louvor! Um público relativamente pequeno que fez muito “barulho”! Se alguém saiu desse show conseguindo falar, foi o próprio Blind Guardian e as pessoas que trabalhavam no local.  E talvez nem isso, pois no momento em que fui pegar cerveja dei o flagrante em um segurança cantando “A Past and Future Secret”. Enfim, final de show, de um show surpreendente, fantástico, a melhor atuação de Hansi Kursh que já vi ao vivo. Hora de voltar.


Voltamos para o hotel e, para nossa agradável surpresa, Hansi, Barend e algumas pessoas da “crew” estavam no saguão conversando com um ou outro fã. Foi nesse momento que entreguei as demais “Das Bard” para Hansi, pois a dele eu já havia entregado antes do show. Também foi aí que que conhecemos parte da história dos 38 shows do Iron Maiden que Barend esteve presente.



No outro dia pela manhã, mais surpresas. Descemos para tomar café, exaustos e sem voz e lá também estavam Marcus, Frederik e Hansi – sim, até os deuses do metal precisam descansar e comer apesar de eu ter uma teoria dizendo que eles sugam as energias dos fãs! Depois do café fui ajeitar as malas para voltar pra casa, então desci no saguão do hotel e decidi checar os e-mails, dar uma passada no facebook e, para minha surpresa, o Blind Guardian, em seu facebook oficial, havia compartilhado a foto de nossa bandeira e agradecido. Posso dizer que fiquei muito, mas muito feliz mesmo! Minutos antes de ir embora, em definitivo, encontrei Hansi novamente e o agradeci por estender nossa bandeira e por compartilhar a foto da mesma. Segundo ele, em 2 anos ou talvez 2 anos e meio eles estão de volta. E assim esperamos!

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Hora da crítica! 


Aproveitando que estamos em clima de “todos criticam todos” com os eventos que aconteceram nas últimas duas semanas, vou tentar falar algo construtivo em seguida.


Tudo que conseguimos nessa turnê (tarde de fotos e autógrafos improvisada, bate papo com os Bardos, entrega de presentes, agradecer pessoalmente Hansi, sorteio de prêmios exclusivos, entre outras coisas citadas e não citadas nessa resenha) foi unicamente graças a meu próprio empenho, ao empenho dos colaboradores aqui do BGBrasil e ao esforço das pessoas que estavam conosco. E, não menos importante, claro, o apoio de todos que lêem e prestigiam nosso Blog e Facebook. E posso dizer que foram poucas pessoas, mas realmente dedicadas e fãs. E fizeram isso com fins totalmente não lucrativos – bem pelo contrário. Aí vêm uma pergunta à mente: com poucas pessoas conseguimos o que planejamos e muito bem feito. Já pensaram se tivéssemos o apoio ou parcerias com produtoras, casas de show, lojas de discos, etc. ? Poderíamos facilmente organizar tardes de autógrafos oficiais para 200, 300 pessoas, como ocorreu em 2002 e em 2007 (sim, isso já aconteceu!); poderíamos sortear ingressos e CDs em época de turnê com patrocínios; poderíamos sortear “vouchers” para conhecer ou jantar com os Bardos, que também ocorreu em 2007 (sim, isso também já aconteceu!); e pensando alto, fazer até um “Fan Club Meeting” como ocorreu em 2002, mas não aqui no Brasil.


Enfim, quem sabe em uma próxima turnê.... :) Finalizo esse texto dizendo que estou realmente muito feliz e agradeço o empenho de todos! E peço a vocês que continuem lendo, acompanhando, curtindo e divulgando nossas páginas que aos poucos estamos crescendo e, como já dito algumas linhas acima, quem sabe em uma próxima turnê não tenhamos algumas surpresas para todos.


Fiquem bem caros bardos!!!

Set List:

Primeiro Ato

1- Sacred Worlds
2- Born in a Mourning Hall
3- Nightfall
4- Turn the Page
5- A Voice in the Dark
6- Lost in the Twilight Hall
7- Valhalla
8- Ride into Obsession
9- The Piper's Calling
10- Somewhere Far Beyond
11- A Past and Future Secret
12- Imaginations from the Other Side

Segundo Ato

13- War of Wrath
14- Into the Storm
15- Lord of the Rings
16- And the Story Ends

Terceiro Ato

17- Wheel of Time
18- The Bard's Song - In the Forest
19- The Bard's Song - The Hobbit
20- Mirror Mirror
                             

Obervações importantes:

  • Saldo financeiro de todo empenho: BEM negativo!
  • Saldo pessoal de todo empenho: muitas novas amizades feitas, amigos antigos reencontrados, amigos virtuais que agora conheço pessoalmente. E é isso que importa! ;)

Agradecimentos especiais: 

  • Primeiramente, Blind Guardian e sua equipe por nos suportarem durante 24 horas em suas sombras, literalmente;
  • Todas as pessoas que estavam nessa data comigo ou que, de alguma forma, me ajudaram a fazer acontecer ou simplesmente me apoiaram ou não duvidaram do que faria;
  • Toda a equipe do Hotel Crowne Plaza Curitiba que, mais uma vez, foram muito simpáticos e receptivos durante toda nossa estadia. Dentre eles Alessandra, Robson, Stefani, Danilo e outros que não me recordo os nomes;
  • Ana Paula Aletto, Fabio Fistarol e Jéssica Casellas, pelas imagens
Agradecimentos “não especiais”:

  • Todas as pessoas e empresas que fiz contato, com o intuito de organizar algo maior, e me trataram com desrespeito;
  • Todas as pessoas e empresas que tentei contato várias vezes, oferecendo ajuda inclusive com divulgação, e não obtive resposta ou que só responderam o primeiro contato, antes de descobrirem que eu não tinha dinheiro;
  • Empresas de telefonia que nos deixaram na mão nesse dia;
  • Companhia aérea Ibéria.

Melhor parar por aqui! Nos vemos no futuro caros bardos!




By Vir, The One

And Then There Was Silence...

27 de abril de 2012

Saida da colaboradora Mirella

Bom dia a todos os bardos,
é com muito pesar que comunico a saida de nossa querida colaboradora Mirella,
 Por motivos pessoais, ela pediu o desligamento do blog, foi uma escolha dela.

Mirella foi de grande importância para nós, com suas traduções e informações quentinhas,
dedicando boa parte do tempo dela para nos trazer reportagens e traduções perfeitas,
só temos a dizer, OBRIGADO MIRELLA!


O BGBrasil estará sempre de portas abertas para você, nós te amamos. *-*

26 de abril de 2012

Nossa bandeira no palco - Curitiba/PR

Nossa Linda bandeira estava lá caros bardos, em cima do palco, obrigado Blind Guardian, pelo carinho, e obrigado Virgilio, por fazer acontecer.

Mais imagens do show em curitiba em breve.

Outras imagens em nosso Facebook:   facebook.com/bgbrasil

Promoção - "The Bard`s Night Beer"



Caros bardos!
Para comemorar, mais uma vez, a vinda do Blind Guardian ao Brasil, estamos iniciando hoje uma promoção independente, a qual eu, o colaborador cervejeiro do Blog, estou patrocinando.
Fizemos uma edição super limitada e especial da “Das Bard” (nome da cerveja que produzo). É uma “Weinzenbier” (costumeiramente chamada de “cerveja de trigo” nas terras de cá) feita totalmente com maltes e lúpulos importados, receita especial alemã aprimorada especialmente para essa ocasião.
Apenas 12 unidades serão feitas com garrafas, rótulos e embalagens especiais e personalizadas, como podem verificar em algumas fotos. Algumas delas já estão prontas, outras em seu processo final. Mas falta alguns detalhes na personalização de todas, ainda.
Infelizmente (se bem que diria felizmente), 6 unidades delas já estão reservadas para nossos “amigos especiais” de Krefeld. Presente nosso! ;) Tirando outro presente aqui e ali, estamos disponibilizando 2 garrafas para essa promoção.
Lembrando apenas que não há interesse comercial algum no que estamos fazendo. A “Das Bard” dessa promoção foi feita exclusivamente para essa ocasião, de maneira totalmente artesanal, com personalização também exclusiva para essa data. Nenhuma delas será vendida em hipótese alguma. Outra coisa que queremos ressaltar é que tudo foi feito de maneira independente, sem auxílio, patrocínio ou qualquer outro tipo de envolvimento de pessoas ligadas direta ou indiretamente na organização ou realização dos eventos que o Blind Guardian fará por aqui.
Ou seja, cervejas especiais feitas de fã para fã.
Vamos à promoção então! Para participar é simples:
Passo 1Curtir nossa página no Facebook. Link aqui.
Passo 2 – Responder via comentário no post da promoção no facebook (link aqui), a pergunta: “O que você faria para tomar uma cerveja com o Blind Guardian?”.
Os autores das duas frases mais criativas ganharão, cada um, 1 unidade da “Das Bard” personalizada e devidamente numerada. A promoção inicia-se hoje e encerra-se no dia 25/04/2012 às 23:59. E, no dia 26/04/2012, após o último show do Blind Guardian no Brasil, serão divulgados os ganhadores. A comissão julgadora será composta pelos colaboradores do BGBrasil.
Nossa vontade é fazer com frequência algo como isso, mas, infelizmente, não temos parcerias ainda. Então, continuem divulgando, curtindo e compartilhando nossas postagens que aos poucos estamos crescendo! ;)


And Then There Was Silence...
Vir, The One
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Postagem atualizada em 20/04/2012 por "Vir, The One"
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Agradecimentos especiais para Ana Paula Aletto (esposa de quem vos escreve), do Blog Fotolândia, que fez a foto promocional do início do post. Para quem quiser saber mais do trabalho dela, é só entrar no site e clicar na "Praça". Para os curiosos, lá tem fotos do "backstage" da produção.


24 de abril de 2012

Show do Grave Digger em Curitiba é cancelado

 A Nota foi retirada do Grave Digger Brasil:
 A Principio, show do Blind Guardian ainda está de pé.

A GREVE DOS PILOTOS da IBERIA (Empresa Aérea) forçou o GRAVE DIGGER a cancelar sua participação no evento Bards Night no dia 25 de abril no Masterhall, em CURITIBA. O voo de retorno da banda na quinta-feira após o evento foi cancelado devido à greve dos pilotos, e a empresa aérea foi incapaz de reacomodar os integrantes da banda de maneira satisfatória em outro voo.
A banda se encontra no meio das gravações do novo álbum e precisa se reunir no estúdio em uma data fixa.
O cancelamento não tem ABSOLUTAMENTE NENHUMA relação com o bom trabalho da NEGRI CONCERTS e trata-se apenas de uma questão de incompetência por parte da IBERIA!!!

"Sentimos muito por todos os fãs que queriam nos ver no evento BARDS NIGHT, mas não tivemos outra escolha.
Os fãs em CURITIBA são muito fiéis à banda há anos, e prometemos um show muito especial quando retornarmos a Curitiba no futuro!!!! Curtam o BLIND GUARDIAN !!!!

Atenciosamente
Chris, Stefan, HP, Jens e Axel

23 de abril de 2012

Comunicado sobre o Metal Open Air

O comunicado abaixo foi postado por Hansi Kursch no dia 21/04, data marcada para apresentação do Blind Guardian no Fiasco Festival Metal Open Air.

"Queridos amigos,

em 25 anos de carreira conseguimos corrigir todos os problemas para nos certificarmos que nossas apresentações aconteceriam. Não importa quais as circunstâncias, sempre pretendíamos tocar. Fomos extremamente bem sucedidos em prevenir cancelamentos, até o momento. Infelizmente, chegamos a um fim muito triste aqui em São Luis. Devido a grandes problemas técnicos e administrativos, fomos forçados a cancelar o show de hoje. Entendemos que a gestão local não foi capaz de garantir um ambiente próprio de festival. As coisas estão muito complicadas aqui. Nos sentimos muito tristes com esta situação totalmente insatisfatória, mas os erros cometidos pelo promotor local fizeram com que um ainda improvisado show se tornasse impossível. Eu sei que temos os fãs mais dedicados e conto com a compreensão de todos. No futuro, teremos mais cuidado em confirmar tais festivais.

Hansi"

The Bard's Night: Atenção, menores de 18 anos!

A Negri Concerts informa a todos os fãs que a classificação etária do show de hoje, com Blind Guardian, Grave Digger e Shaman é de 18 anos. Essa classificação consta no ingresso e no site da Tickets For Fun. Portanto, menores de 18 anos deverão vir acompanhados dos pais munidos de documentos que comprovem a filiação. Não é necessário que os pais adquiram ingressos para acompanhar os filhos, somente que venham comprovar o vínculo e assinar um termo de responsabilidade.

Esta prática foi adotada pela casa de espetáculos Credicard Hall.

O mesmo valerá para os fãs do Metal Open Air que comparecerem para trocar sua pulseira por uma cortesia do show de hoje.


21 de abril de 2012

A utopia do maior festival de METAL do Brasil

 Caros bardos, eu, assim como vocês tivemos grandes esperanças sobre o maior festival de Metal do Brasil, o MOA, ficamos tão ansiosos e  felizes de termos um festival assim no Brasil, principalmente após o RiR, que de Rock só tinha 25%.

 O MOA veio se tornando nosso maior sonho, 40 bandas, 20 nacionais e 20 internacionais, grandes nomes, como Grave Digger, Blind Guardian, Almah e Andre Matos iriam tocar nesse grande evento, as produtoras do evento já haviam feito shows de sucesso antes, inclusive um do Blind Guardian ano passado, o que nos dava grande confiança sobre esse grande evento.

Quanto mais perto chegava a data, mais empolgados ficavamos, videos promocionais com nossas bandas favoritas nos convidavam a ir ao evento, e a produção estava confiante quanto a realização do mesmo.
Teria tudo para ser o maior festival de todos os tempos, um sonho se tornando realidade, principalmente para nossos headbangers do Nordeste.

Infelizmente não foi a realidade, a estrutura não ficou pronta a tempo, houve falta de pagamento e algumas bandas começaram a cancelar sua participação, até que recebemos a drástica informação de que o MOA foi CANCELADO!

Nosso sonho de um show de grande porte no Brasil é jogado por agua abaixo, nossa reputação nos outros paises foi por agua abaixo, varios foruns falando mal do nosso Brasil, sinceramente, fico com vergonha disso.

E agora? o que faremos?

Bom, o MOA foi cancelado, porém, apesar dos pesares, ainda tenho o sonho de ter um festival desse porte aqui no Brasil, mas espero que isso não continue em sonhos.

A Tropa de Choque da Policia Militar está no local do MOA, espero que isso não se torne algo pior, e que nossos bardos que estão em São Luis cheguem em seus lares em segurança.


Marlon Mateus

MOA Cancelado - Shows em SP e PR ainda de pé

Como já se especulava devido ao grande número de confusões e desistência de artistas, o festival Metal Open Air acaba de ser cancelado. O motivo alegado é a falta de pagamento para a empresa responsável pela sonorização. Há poucos instantes atrás, o Anthrax anunciou o cancelamento da sua participação no evento pela mesma razão. A organização ainda não se pronunciou de forma oficial, mas espera-se que faça isso dentro de instantes.


Neste momento, a tropa de choque da Polícia Militar do Maranhão está no local. Sinceramente, espero que não ocorra nenhum tipo de violência e que os milhares de headbangers que estão e se deslocaram até São Luís voltem para casa em segurança.

FONTE



Hansi nos deixou o seguinte recado:


Dear friends,
in 25 years of our career we have managed to fix all problems to make sure our performance is going to take place. No matter what the circumstances were, we intended to play. We have been extremely successful in the avoidance of canceled shows, so far. This unfortunately comes to a very sad end here in Sao Luis. Due to massive technical and administrative problems we were forced to cancel tonight´s show. As far as we understand it seems to be the local management who has not been able to secure a proper festival environment, anymore. Things are pretty out of hand there. We feel very sorry about this totally unsatisfying situation, but the mistakes made by the local promoter makes an even improvised show impossible. I know, that we have the most dedicated fans and I count on your understanding. In the future we will be more careful in confirming such festivals.
Hansi


___________________________

"Caros amigos,
Em 25 anos de nossa carreira conseguimos corrigir todos os problemas para nos certificarmos que nossos shows sempre fossem realizados.
Não importa quais as circunstâncias, sempre quisermos tocar. Temos sido extremamente bem sucedidos em evitar cancelamentos, pelo menos até o devido momento.
Desta vez, infelizmente, a coisa chega a um final muito triste aqui em São Luís. Devido a grandes problemas técnicos e administrativos, fomos forçados a cancelar o show de hoje.
Pelo que entendemos parece que a produção local não foi capaz de garantir um ambiente próprio para um festival. As coisas estão muito desorganizadas. Estamos muito tristes com esta situação totalmente insatisfatória, mas os erros cometidos pelo promotor local são enormes.
Sabemos que temos os fãs mais dedicados, e contamos com a compreensão de vocês. No futuro teremos mais cuidado em confirmar tais festivais."

16 de abril de 2012

Dissecando o "Nightfall In Middle Earth"


Olá queridos bardos!

Em minhas andanças pela internet acabei encontrando algo que gostaria muito de fazer, mas sabia que daria muito, mas muito trabalho mesmo. E, como já fizeram e ficou realmente bom, não vou mais me dar o trabalho...rs.

Brincadeiras à parte, nosso amigo Aloysio França (que conheci após ler o texto do post), do Blog Megalomania fez uma resenha, ou um review, como preferirem, do grandioso álbum de nossos Bardos de Krefeld, o "Nightfall In Middle Earth".

Enfim, segue o trabalho feito. Vale a pena ler, ficou ótimo!

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Resenha detalhadíssima do "Nightfall In Middle Earth", por Aloysio França

O Nightfall In Middle Earth é incontestavelmente um dos mais bem sucedidos projetos da banda alemã Blind Guardian, e também de todo o universo Metal, não apenas por sua musicalidade primorosa e original, mas também pelo seu conteúdo. Não é desconhecido que todo o álbum é baseado na preciosa coletânea de relatos sobre os dias antigos da mitologia tolkieniana, compilada no livro chamado “O Silmarillion”. E é sobre isto que fala este texto.

Desde o lançamento do CD, em 1998, diversos fãs de Blind Guardian se tornaram fãs de J. R. R. Tolkien, e por sua vez, fãs de Tolkien passaram a ouvir Blind Guardian, desencadeando assim uma árdua busca pelos significados das letras do álbum. Eu, que pertenço ao primeiro tipo de fã citado acima, também fiz a minha parte. E de fato encontrei muita coisa, tanto através de pesquisas como lendo e relendo o livro. Descobri que existem diversos fãs que já fizeram esse tipo de análise comparativa entre as duas obras, mas nenhum deles procurou “dissecar” o conteúdo do álbum, ou seja, esclarecer cada detalhe das músicas, e por isso fui atrás do que a princípio seria uma pesquisa, e que depois se tornou um estudo.

As minhas fontes? Absolutamente tudo o que estava disponível no universo online e impresso. Infelizmente nem tudo o que está nas letras do CD é explicável. Ainda que tenha sido baseado n’O Silmarillion, as mentes criativas de Hansi e cia. não puderam se conter em criar algo de seu próprio espírito, atitude esta totalmente compreensível, afinal todo artista possui essa necessidade. E por este motivo, haverá trechos em que a analogia é tão metafórica que não parece pertencer à obra de Tolkien, mas que também não descontextualiza o material.

A seqüência das músicas foi disposta no CD em ordem cronológica, exceto pela primeira faixa, ‘War Of Wrath’, que pertence ao final da história. Em cada referência feita ao livro, foi adicionado o número da página para que o trecho possa ser consultado. Estão sendo frisados apenas os versos ou estrofes principais de cada música, e entenda como ‘principal’, aquilo que melhor representa o momento do livro.

É importante ressaltar que esta resenha apresenta spoilers do enredo da obra, e por este motivo, e também para a melhor compreensão de todos, é recomendável que você tenha lido O Silmarillion antes de ler o que está por vir.

A publicação utilizada nesta descrição foi a da editora Martins Fontes, lançada em 2009.

Espero que apreciem, aprendam, comentem, critiquem, corrijam, mas principalmente, se influenciem por qualquer um dos dois trabalhos, Nightfall In Middle Earth ou O Silmarillion, pois tais obras possuem riquezas artísticas do mais alto nível!!

War Of Wrath
A introdução do álbum traz ruídos de batalha e um diálogo entre Morgoth e Sauron. Relata a chamada Guerra da Ira, que é o momento em que o exército dos Valar marcha para Angband e ataca Morgoth e suas hostes com todas as forças (pg. 319). Tal ataque foi conseqüência das súplicas de Eärendil pelos que sofriam na Terra-média.

O diálogo não acontece no livro, mas é o que se supõe ter acontecido, pois Morgoth pressentiu a derrota quando se deu conta da magnitude da investida que estava sofrendo, e liberou Sauron para que fugisse, justificando assim a sobrevivência do futuro pior inimigo do universo criado por Tolkien.

Há uma pequena referência à Ungoliant no último verso: She, the mistress of her own lust”. Há uma estória que diz que Hansi Kursh teria a princípio escrito o verso da seguinte forma: She, that motherfucking giant spider” – e posteriormente mudou de idéia. Apenas o próprio Hansi poderia confirmar isto.

Into The Storm
Esta música retrata desde o momento em que Melkor passa a cobiçar as Silmarils (pg. 74), logo após sua libertação do Cárcere de Mandos (pg. 70), no Apogeu de Valinor, até o momento em que conclui sua vingança que consistiu em assassinar o Senhor dos Noldor, Finwë, roubar as Silmarils, e destruir as Árvores de Luz ‘Telperion’ e ‘Laurelin’ (pg. 85), em aliança com Ungoliant.

O nome da música, ’Into The Storm’, simboliza o fim do Apogeu de Valinor, quando Melkor começou a espalhar mentiras e corromper a mente dos Noldor, criando discórdia, somado ao incidente supracitado com as Árvores, conduzindo a história para um momento tenebroso, como se todos estivessem “entrando em uma tempestade”.

Na estrofe abaixo, é descrito o exato momento em que Ungoliant cobra de Melkor, referindo-se a ele como Blackheart (“Monstro cruel” na tradução de Waldéa Basrcellos pela Editora Martins Fontes), a dívida por tê-lo ajudado a cumprir seu plano, exigindo que lhe entregasse as Silmarils que estavam escondidas em suas gigantescas mãos (pg. 90).

“Blackheart show me
What you hold in hand
I still hunger for more
Release me
from my pain
Give it to me
How I need it”

Lammoth
Nesta faixa consta apenas o grito horrendo que Morgoth desferiu quando Ungoliant tentou matá-lo com sua nuvem negra e teias de tiras grudentas, em seu imenso formato monstruoso de aranha. Este grito ecoou pelas montanhas das terras ao norte do Estuário de Drengist, e por isso esta região foi chamada de Lammoth, que significa “Grande Eco” (pg. 90).

Nightfall
Todo o lamentar dos Eldar e dos Valar é descrito nesta música, pela destruição das Árvores que iluminavam Valinor, a Terra Abençoada dos Valar, transformando o mundo em uma imensa noite escura, causando uma sufocante agonia potencializada pela Antiluz de Ungoliant (pg. 85), assim justificando o título da canção. Fala também da rebeldia dos Noldor contra os Valar sob a liderança de Fëanor, o Espírito de Fogo, e sobre o primeiro derramamento de sangue na terra sagrada.

Na primeira estrofe, o verso “In floods of tears she cried” descreve a Valië Yavanna, responsável pela criação das Árvores de Luz, lamentando pela perda inestimável que acabara de ocorrer (pg. 87).

A segunda estrofe relata o momento em que Fëanor se pronuncia indignado por estar sendo pressionado a entregar as Silmarils aos Valar, para que com elas pudessem tentar restaurar as Árvores (pg. 88). Neste momento Fëanor ainda não tinha conhecimento de que suas gemas preciosas já haviam sido roubadas de sua casa por Melkor.


“Save me your speeches
I know what you want
(They blinded us all)
You will take it away from me
Take it and I know for sure
The light she once brought in
Is gone forever more”

O versoIt spilled the first blood; When the old king was slain”, fala do momento em que todos descobrem que Finwë, Senhor Supremo dos Noldor, havia sido assassinado por Melkor (pg. 88), tendo este sido o primeiro sangue élfico derramado em Aman, terra abençoada dos Valar. Após este ocorrido, Fëanor refere-se à Melkor como Morgoth, Sinistro Inimigo do Mundo, pela primeira vez, e assim ele foi chamado até o final da história.

“Nightfall
Quietly crept in and changed us all”

O refrão (acima) retoma o assunto da música ‘Into the Storm’, na qual Morgoth e Ungoliant chegam sorrateiramente para executar seu plano, e tornam a terra escura como a noite.

A quarta estrofe relata o exato momento em que Fëanor se rebela contra os Valar e faz um discurso com palavras cheias de ódio e orgulho (pg. 93), reivindicando para si o trono de rei de todos os Noldor. Suas palavras incendiaram as mentes e os corações de seu povo e fizeram com que o seguissem em sua jornada para fora das terras sagradas, buscando vingança contra Morgoth na Terra-média. Os versos An oath we shall swear by the name of the one; Until the world’s end; It can’t be broken” falam da hora em que Fëanor faz um juramento com seus seis filhos, prometendo perseguir até o fim do mundo com vingança e ódio qualquer Vala, demônio, elfo ou homem ainda não nascido, ou qualquer criatura, grande ou pequena, boa ou má, que o tempo fizesse surgir até o final dos tempos, quem quer que segurasse, tomasse ou guardasse uma Silmaril, impedindo que eles dela se apoderassem.

Os versos “The words of a banished king; I swear revenge” também fazem parte do discurso citado. Fëanor é descrito aí como um rei banido, pois até então estava em exílio decretado pelos Valar.

No momento em que os Noldor finalmente partem em direção à Terra-Média, prestes a abandonar Aman, surge um arauto dos Valar dando um último aviso para que desistam de sua jornada, esclarecendo que são livres para ir embora, mas que seu caminho só trará desgraças. Este trecho aparece nos versos: “(But) freely you came and; You freely shall depart”

The Minstrel
Embora esta música não tenha informação suficiente para que se possa identificar com segurança a qual parte do livro ela se refere, sabe-se que o grande menestrel desse tempo era Maglor, filho de Fëanor, e que ele fez uma canção chamada Noldolantë, A Queda dos Noldor (pg. 99), logo após o Fratricídio de Alqualondë (pg. 99), pouco depois da partida dos Noldor de Aman. Este episódio associa-se adequadamente à cronologia seguida no álbum.

The Curse Of Fëanor
A quinta e bela faixa do álbum fala da volta dos primeiros Noldor para a Terra-média, das lembranças de Fëanor sobre o fratricídio dos Teleri em Alqualondë, e das palavras amaldiçoadas de Mandos delineando seu cruel destino (pg. 100).

“I will always remember their cries; Like a shadow which covers the light” – Estas são as lembranças sobre o Fratricídio de Alqualondë.

Toda a estrofe abaixo relata o momento em que Fëanor começa a entender o poder da Maldição de Mandos e o quanto ela poderia alterar o seu destino. Porém este momento jamais aconteceu de fato no livro. Fëanor sabia que estava condenado, mas em parte alguma ele demonstrou dúvida em seus atos, portanto subentende-se que este trecho pode ter sido acrescentado por capricho do Blind Guardian, e também para enfatizar o momento dramático do final da vida de Fëanor (pg. 129).

“Suddenly I realized
(Soon you will be free)
The prophecies
(Set your spirit free)
I’ve never believed in
No!
My deeds were wrong
I’ve stained the land
And slain my kin
(Burning Soul)
There’s no release from my sins
It hurts
THE curse of Fëanor runs long
Time and only time will tell us
Tell: was I right or wrong?
When anger breaks through
I’ll leave mercy behind”

Captured
Esta parte do CD relata a captura de Maedhros, O Alto, primogênito de Fëanor, por Morgoth para ser prisioneiro em Angband (pg 130).

Blood Tears
Nesta música é descrito o lamento de Maedhros em cárcere de Morgoth, pendurado no alto de um precipício nas Thangorodrin, as Montanhas da Tirania, pelo pulso da mão direita (pg. 130). Fala também de seu resgate feito de forma heróica por seu amigo Fingon, filho de Fingolfin, que decepou sua mão para que pudesse levá-lo de volta (pg. 133).

AS lágrimas de sangue não existem de fato, a não ser no título e no refrão da música, de forma a ressaltar de forma poética os momentos dramáticos vividos por Maedhros, enquanto refém.

Mirror Mirror
Esta épica e poderosa música conta a história da origem do reino oculto de Gondolin. Fala de como Turgon, filho de Fingolfin, descobriu a localização ideal para começar seu próprio reino, baseado em sua antiga moradia em Aman, Tirion, pois estava entediado com as terras do norte, além de ter sido alertado por Ulmo, o Senhor das Águas, a encontrar um lugar que fosse intransponível às hordas de Morgoth, pois o futuro prometia ser funesto.

A frase “Through dread and weary days” fala do momento em que Turgon se mostra cansado de viver em Nevrast (pg. 137).

A estrofe abaixo fala sobre a terra oculta descoberta por Turgon, que a princípio foi chamada Ondolindë no dialeto de Valinor, que significava Rocha da Música da Águia. Mas no idioma sindarin o nome foi mudado para Gondolin, cujo significado é Rocha Oculta (pg. 154). A única forma de entrar neste vale era por uma passagem que se situava nas profundezas, por baixo das montanhas que o circundavam.

“It lies unknown
The land of mine
A hidden gate
To save us from the shadow fall”


A estrofe seguinte conta como Turgon foi incentivado a buscar um lugar secreto por Ulmo, o Senhor das Águas, primeiro através de um sonho (pg. 137) e depois pessoalmente (pg. 139), insistindo que procurasse um lugar seguro para viver com seu povo.

“The lord of water spoke
In the silence words of wisdom
I’ve seen the end of all
Be aware the storm gets closer”

Quanto ao nome da música e refrão, há uma inconsistência para encontrar a referência literal no livro. “Mirror Mirror on the wall” de fato não existe na obra, nem nada que ligue este episódio a um espelho. Mesmo para uma metáfora, seu significado é vago. Segundo recentes explicações vindas da própria banda no encarte de ‘Memories Of A Time To Come’ o refrão foi criado para a música I’m Alive do álbum anterior e o resultado não havia sido satisfatório. Futuramente ela viria a se encaixar perfeitamente em Mirror Mirror, tanto que se tornou o título. Segundo a moderação do Fórum oficial do Blind Guardian, a letra original dizia “Shadow Shadow on the wall”, mas foi temporariamente alterada para Mirror Mirror, apenas para uma experimentação de estúdio. No entanto o resultado foi tão satisfatório que acabaram oficializando desta forma. O que fica claro é a referência que o verso faz ao emblemático trecho de Branca de Neve e os Sete Anões “’Magic Mirror on the Wall” que em alemão diz “Spiegel Spiegel an der wand” sendo a tradução exatamente igual ao refrão da música.

Já o restante dos versos são mais esclarecidos. “True hope lies beyond the coast” é o que Ulmo diz à Turgon quando este termina de construir o reino de Gondolin. Ulmo diz: “não tenhas, porém, amor em excesso pela obra de tuas mãos e pelas invenções de teu coração. Lembra-te que a verdadeira esperança dos Noldor está no oeste e vem do mar” (pg.154). Aí ele referia-se a Valinor em Aman, e os Valar. A frase “You’re a damned kind can’t you see” remete ao alerta de Ulmo à Turgon, dizendo que ele também está sujeito à Maldição de Mandos (pg. 100), contra todos os Noldor.

Face The Truth
Após dias de sofrimento marchando nos desertos de gelo, Fingolfin e seus seguidores chegam em Hithlum, ao norte da Terra-Média, e nessa hora surgiu a lua pela primeira vez e em seguida o sol nasceu flamejante no oeste, e todos os Noldor maravilhados se encheram de esperanças. Neste momento, Fingolfin desfraldou suas bandeiras azuis e prateadas e tocou seus clarins enquanto flores cresciam sob seus pés que marchavam (pg. 130). Este episódio é o fim das eras das estrelas e sobre isto é falado nesta faixa.

Noldor (Dead Winter Reigns)
Esta música retrocede um pouco na cronologia do livro e relata o sofrimento vivido pelos Noldor nas terras gélidas de Helcaraxë (pg. 103), logo após o fratricídio dos Teleri (pg. 99). Fala também da Maldição de Mandos que traçaria o destino dos Noldor e os conduziria à desgraça.

A quarta estrofe dessa música mostra Mandos se pronunciando perante os Noldor e os amaldiçoando por terem renegado os Valar e assassinado seus irmãos Teleri.

“(You) can’t escape
From my damnation
(Nor) run away
From isolation”

Os versos Your homeless souls; Shall come to me” também são palavras de Mandos, pois ele é o Vala responsável pelos espíritos, e todos os elfos que morrem vão à ele aguardar por uma nova vida, em seus palácios localizados além dos limites de Arda.

A estrofe abaixo mostra o ponto de vista de Fingolfin logo após o fratricídio, no entanto estas palavras não foram pronunciadas de fato no livro.

“I’ve seen this bitter end
As I’ve foreseen
The storm and ice
And I could see it
(How) a million died
And I?
The blame’s on me
Cause I was not there”

Battle Of Sudden Flame
A Batalha das Chamas Repentinas (Dagor Bragollach) é a quarta das grandes batalhas travadas pelos elfos na Terra-média. Tem esse nome porque seu início foi marcado pelos enormes rios de chamas jorrados pelas Thangorodrim de Morgoth e pelas labaredas pestilentas expelidas pelas Montanhas de Ferro (pg. 188). A letra mostra reflexões de Fingolfin, então senhor supremo dos Noldor, preparando-se para a batalha, que por ter sido tão repentina, lhe causou grandes perdas.

Time Stands Still (at the Iron Hill)
Essa, que é uma das melhores músicas do Blind Guardian, fala também de um dos melhores momentos d’O Silmarillion (pra mim o melhor). Descreve o final da Batalha das Chamas Repentinas, quando Fingolfin, vendo suas terras devastadas, passa a crer que todos os Noldor estão derrotados e assassinados, e fica tomado por cólera e loucura incontrolável, que o faz cavalgar sozinho até os portões de Angband (pg. 191) desafiar o próprio Morgoth para um combate homem a homem. E dessa forma encontra sua ruína.

O refrão mostra a cavalgada de Fingolfin até os portões de Angband, sozinho e incontrolável, aterrorizando qualquer um que tentasse intervir em seu caminho, tamanha era sua fúria (pg. 191).

“Lord of all Noldor
A star in the night
And a bearer of hope
He rides into his glorious battle alone
Farewell to the valiant warlord”

Os versos “The Fate of us all; Lies deep in the dark” falam da situação que Fingolfin acreditava se encontrar, com todo o seu povo em ruínas.

As Montanhas de Ferro do título da música, citadas também no refrão, são as Ered Engrin, construídas por Morgoth em épocas passadas como uma cerca para sua antiga cidadela chamada Utumno (pg.143).


Os versosI’ll dare you; Come out; You coward; Now it’s me or you” são as palavras pronunciadas por Fingolfin ao chegar nos portões de Angband. Ele os golpeia, faz soar sua trompa e desafia Morgoth chamando-o de covarde (pg. 191).

As próximas estrofes mostram que Morgoth não aceitou o desafio de bom grado, pois embora fosse mais poderoso que tudo, nessa hora ele sentiu medo (pg. 191 – 2). Porém, quando finalmente chega para o duelo, Morgoth brandindo seu martelo Grond, não pôde ser superado em combate, e embora ferido e jorrando um sangue negro e fumegante, levou o mais altivo e destemido dos reis élficos à morte (pg. 192).

“Slowly in fear
The dark lord appears
Welcome to my lands
You shall be damned”

“The iron crowned
Is getting closer
Swings his hammer
Down on him
Like a thunderstorm
He’s crushing
Down the Noldor’s
Proudest king”

The Dark Elf
O título desta faixa é bem claro quanto ao tema. O elfo-escuro do livro chama-se Eöl (pg. 163) e tem este nome porque é apaixonado pela noite e pela penumbra sob as estrelas, de modo que sempre evita a luz do sol. A frase “A dark seed of evil is grown” faz referência a seu filho Maeglin junto com Aredhel Ar-Feiniel, a Dama Branca dos Noldor, que embora fisicamente se parecesse com a mãe, tinha o temperamento e o raciocínio do pai. E tinha também a maldade em seu coração, o que fez com que futuramente causasse a queda de Gondolin.

Thorn
Esta dramática música continua falando de Maeglin, filho de Eöl com a Dama Branca dos Noldor. Fala de como almejou o trono de Rei de Gondolin quando soube que Turgon não tinha herdeiros (pg. 165) e conta também como seu coração se encheu de trevas quando não teve retribuído o amor que sentia por Idril Celebrindal (pg. 168). A letra desta música é repleta de metáforas e trechos de difícil assimilação com o enredo do episódio a que se refere.

A primeira estrofe fala do nascimento de Maeglin e de suas segundas intenções implicitamente sugeridas com relação ao trono de Gondolin.

“A black swan
Is born in that night
The misty pond
Got a new king
Got a new king”

A terceira estrofe mostra como Maeglin foi sendo conduzido à maldade, por não ter o coração de Idril Celebrindal. E por mais que sua vontade desde o início tenha sido sair das florestas onde seu pai Eöl o mantinha, envolto em escuridão, e chegar à Gondolin por estar maravilhado com todas as histórias que sua mãe havia contado sobre o próspero reino oculto, a maldade estava impregnada em sua linhagem e contra isso ele não pôde lutar.

“Oh, I’m trapped in darkness
Still I reach out for the stars
I’m moving in silence
I leave it all far behind”

O refrão refere-se a um possível momento de arrependimento de Maeglin, pela traição que cometera por ter revelado a Morgoth a localização exata do reino de Gondolin sob ameaça de tortura, e também em troca do domínio daquelas terras e a posse de Idril (pg. 308). O arrependimento não acontece no livro, porém é usado na música provavelmente para ilustrar a história de forma dramática.

Na estrofe abaixo é retratado mais uma vez o sofrimento de Maeglin por estar apaixonado. Cita também sua condição de filho bastardo, uma vez que seu pai Eöl, a quem ele já tinha renegado (pg. 166), havia sido executado (pg. 171) quando foi submetido ao julgamento do rei Turgon, pelo assassinato de Aredhel e pela tentativa de assassinato de seu próprio filho (pg. 170).

“I’m lost in the depth of his eyes I can’t flee
Inner pain caused insanity
It’s deep within
The fear and the hunger
Enslaved and denied by my love and my enemies
I’m the illgotten”

The Eldar
Esta música retrata os momentos finais da vida de Finrod Felagund, filho de Finarfin e senhor de Nargothrond.

Os versos I’ve tasted poison; When I drank the wine of fate” mostram como Felagund, ainda que de forma amarga, aceita seu destino amaldiçoado, assim como é relatado no livro no momento em que ele renuncia ao trono: “E Felagund, vendo-se abandonado, tirou da cabeça a coroa de prata de Nargothrond e a lançou aos pés – Seus votos de lealdade a mim vocês podem quebrar, mas eu devo cumprir meu Juramento (pg. 214).”

Na mesma estrofe, os versos finais relatam sutilmente os momentos finais da vida de Finrod Felagund, o mais belo e mais amado da casa de Finwë, morto por um lobisobem nas masmorras de Sauron (pg. 219) em Tol-In Gaurhot (Ilha de Lobisomens).

“I realized too late
The house of spirits call”

Nom The Wise
Esta faixa continua a falar de Finrod Felagund, porém na perspectiva de Beren, o homem que também esteve preso no calabouço de Sauron (pg. 216). Assim que Finrod morre, Beren se lamenta profundamente, pois uma grande amizade havia entre eles, e o chama de Nom the Wise. Na linguagem dos homens, Nóm significa sabedoria, e foi assim que os primeiros homens que o conheceram o chamaram (pg. 175).

When Sorrow Sang
A história de Beren e Lúthien é de longe a passagem mais romântica do livro, e nesta música é mencionado o final da história, quando Beren vai em busca do lobo Carcaroth (pg. 233), O Goela Vermelha, que cresceu alimentado com carne viva pelas mãos do próprio Morgoth, adquirindo assim o seu poder. Em sua demanda, Beren pretendia recuperar a Silmaril que o lobo engolira junto com sua mão direita. Embora Carcaroth tenha sido abatido por Huan, o cão caçador de lobos, Beren sofreu um grave ferimento que o matou (pg. 235). E seu espírito que deveria deixar o mundo para sempre, permaneceu nos palácios de Mandos por mais tempo a pedido de Lúthien (pg. 235).

Na estrofe abaixo Beren percebe que foi morto e que está como espírito em um lugar onde não há mais esperanças.

“Where am I now
Beyond the dawn
(Where) hope’s turned to dust
At all”


O refrão relata o momento em que o espírito de Lúthien se ajoelha diante de Mandos e canta para ele a mais bela canção jamais criada em palavras, e a mais triste que o mundo um dia ouvirá. E no livro diz: “E, enquanto estava ajoelhada diante dele, suas lágrimas caíram sobre os pés de Mandos como chuva sobre as pedras. E Mandos se comoveu, ele, que nunca se comovera desse modo até entã, nem depois” (pg. 236).

Caught in the afterlife
I’ve gone too far
When sorrow sang softly and sweet
The air was filled with tears
Full of sadness and grief
When sorrow sang softly and sweet”

E sobre a triste canção de Lúthien é que fala também o nome desta música: When Sorrow Sang

Out On The Water
Esta curta faixa fala sobre a moradia de Beren e Lúthien após retornarem à Terra-média para uma segunda vida com a condição de serem mortais, em Tol Galen, A Ilha Verde. Futuramente aquela região foi chamada de Dor Firn-i-Guinar, A Terra dos Mortos que Vivem (pg. 237).

The Steadfast
Morgoth narra neste momento a vitória conquistada na quinta grande batalha travada na Terra-média, Nirnaeth Arnoediad, as Lágrimas Incontáveis, na qual Húrin foi capturado por Morgoth e teve sua prole amaldiçoada (pg. 249), por se recusar a revelar os segredos do reino de Gondolin.

A Dark Passage
Esta música conta mais da perspectiva de Morgoth durante a quinta batalha, Nirnaeth Arnoediad. Fala também da aliança dos homens com os elfos durante a guerra, e novamente menciona o cativeiro de Húrin e o momento em que Morgoth o coloca em uma cadeira de pedra num local alto das Thangorondrin (pg. 249). E de pé ao seu lado, o amaldiçoa com as seguintes palavras: “Agora fica sentado aí; e contempla as terras em que o mal e o desespero se abaterão sobre aqueles que amas. Ousaste zombar de mim e questionar o poder de Melkor, Senhor dos destinos de Arda. Por isso, com meus olhos, verás; e com meus ouvidos, escutarás. E não sairás nunca deste lugar enquanto a maldição não atingir seu amargo final.” Este trecho é relatado na estrofe abaixo:

“Sit down on your chair
And look out for your kin
With my eyes you’ll see
And with my ears you’ll hear
You troubled my day
And you’ve questioned my strength
(But) Don’t mess
With the master of fate”

Final Chapter (Thus Ends…)
Esta narração não foi tirada de nenhum trecho do livro. É apenas uma forma que a banda encontrou de encerrar o álbum com palavras que resumem os acontecimentos da quinta batalha, sendo o principal motivo do desfecho, a traição dos homens de Uldor, que conduziu ao triunfo absoluto de Morgoth. Porém, ainda com alguma esperança para elfos e homens. O verso The last vestige of hope lives in the hidden king” fala do reino de Gondolin que ainda permanecia escondido e, portanto, livre das ameaças de Angband, pelo menos neste momento.

Apesar de ser o capítulo final do CD, o livro vai muito além e conta diversas histórias que sucedem estes ocorridos, como a destruição de Doriath, de Gondolin, a queda de Morgoth, e também conta sobre a segunda e a terceira era da mitologia tolkieniana.

Harvest Of Sorrow (Faixa bônus da versão remasterizada)
Esta música mostra o final da história de Túrin Turambar que, por ser filho de Húrin, estava envolvido em sua sina, e sem ter conhecimento casou-se com a própria irmã Nienor. Tal acontecimento ocorreu devido a um feitiço do dragão Glaurung (pg. 278) que deixou Nienor em estado de amnésia, até que em dado momento, a despertou do feitiço levando-a ao desespero e à morte (pg. 285).

A primeira estrofe da música relata o lamento de Túrin por saber da morte da esposa, que se revelaria irmã.

“She is gone
Leaves are falling down
The tear maiden will not return
The seal of oblivion is broken
And a pure love’s been turned into sin”

A capa
A famosa e belíssima capa do álbum desenhada por Andreas Marschall retrata um dos momentos mais fantásticos do livro, quando Beren e Lúthien realizaram o maior feito jamais ousado por elfos ou homens. Ambos desceram pelas escadarias labirínticas de Angband até chegar diante do trono do próprio Morgoth, no salão mais profundo de todos. E lá, Beren em forma de lobo se esgueirou para perto de seu trono e Lúthien “começou uma canção de beleza tão insuperável e de tamanho poder de encantamento que Morgoth foi forçado a escutar” (pg. 227). E assim toda a corte foi lançada em um sono profundo.

A capa constrói esta cena de forma detalhada. Lúthien dança e canta com um brilho azul em frente o trono de Morgoth, que ostenta as três Silmarils brilhantes em sua coroa. Beren em forma de lobo está bem ao lado do trono e uma multidão de orcs os assistem catatônicos, até que adormeçam.

É sem dúvida uma das melhores capas de todos os tempos!

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Fonte: Blog Megalomania



Espero que tenham gostado.

Fiquem bem caros bardos!



And Then There Was Silence...

9 de abril de 2012

The Bard's Night: Promoção da Negri Concerts para conhecer os bardos

A Negri Concerts anunciou uma promoção em seu perfil no Twitter para os fãs que desejam conhecer pessoalmente as bandas Blind Guardian e Grave Digger, que se apresentam no dia 23 de abril no Credicard Hall, em São Paulo. Para participar, basta seguir a @negriconcerts na rede social e twittar / retuitar a seguinte mensagem, completa, com a hashtag #bardsnight e o link de participação:

Eu já sou PREMIUM, mas a @negriconcerts me dá o VIP para conhecer as bandas do #bardsnight em SP: http://kingo.to/13kO

Serão sorteados 20 seguidores que derem o RT correto na mensagem acima, que ganharão um passe especial de convidado para conhecer os integrantes do Grave Digger e Blind Guardian no backstage durante a apresentação da banda em São Paulo. O resultado sai no dia 19 de abril.

IMPORTANTE: Para ter direito ao Meet & Greet, O FÃ VENCEDOR DEVERÁ POSSUIR INGRESSO PISTA PREMIUM PARA RECEBER SEU PRÊMIO DENTRO DO CREDICARD HALL.

SHAMAN - Com quase uma década de existência, quatro cds de estúdio e três dvds ao vivo, a banda Shaman está entre os principais nomes do cenário da música pesada e progressiva no Brasil e em outros países pelo mundo. Recentemente a banda lançou o seu mais novo disco de Estúdio "Origins". Um disco conceitual que traz a história de Amagat, um guerreiro nascido em uma tribo na longínqua Sibéria, lar dos primeiros Xamãs.

GRAVE DIGGER - Os alemães do Grave Digger iniciaram sua carreira no início da década de 80, quando o álbum de estréia “Heavy Metal Breakdown” atingiu as surpreendentes 40 mil cópias vendidas somente na Europa. A sonoridade de Grave Digger se caracteriza por um vocal grave e rasgado, riffs de guitarra pesados e passagens melódicas, principalmente nos refrões. Uma das principais bandas da Alemanha, foi líder do movimento FWOGHM (First Wave of German Heavy Metal), ao lado de Running Wild e Helloween. Um grande diferencial da banda é o mascote do grupo (presente nas capas dos álbuns desde 1994), com uma capa e capuz negros e máscara, lembrando a figura da Morte.

SERVIÇO – THE BARD’S NIGHT
COM BLIND GUARDIAN E GRAVE DIGGER
Abertura: Shaman
Data: 23/4 – Segunda-feira
Horário: 21h
Local: Credicard Hall
Endereço: Av. das Nações Unidas, 17955
Informações: (11) 2359-3262 e (11) 7520-0721
Site: www.negriconcerts.com.br
Classificação Etária: 14 anos

INGRESSOS
Pista Premium: R$ 250 | Pista Premium Meia: R$ 125
Pista: R$ 150 | Pista Meia: R$ 75
Camarote 1: R$ 300 | Camarote 1 Meia: R$ 150
Camarote 2: R$ 250 | Camarote 2 Meia: R$ 125

ATENÇÃO ESTUDANTES: Antes de adquirir o seu ingresso, confira como funciona a política de meia-entrada! Caso você seja de outro estado, LEIA COM ATENÇÃO como funciona a meia-entrada em São Paulo.
PONTOS DE VENDA:
Venda online: http://www.ticketsforfun.com.br
Realização: Negri Concerts