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Blind Guardian em Curitiba - 2015, camarote Blind Guardian Brasil.

Saiba o que rolou no show de Curitiba/PR em 2015.

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30 de março de 2014

MARCUS: NOVA HOMEPAGE E PARTICIPAÇÃO COMO CONVIDADO DA METACROSE


Postado em 14 de Fevereiro de 2014, Sexta-feira.


Marcus tem sido um homem ocupado ultimamente. Ele não apenas gravou para o Blind Guardian e para o Sinbreed, mas também relançou seu site: http://www.marcussiepen.de/ . Visite e conheça um pouco mais do homem que é Marcus Siepen. 




E enquanto esteve no Brasil Marcus teve a oportunidade de colaborar com a banda Metacrose na música “How Can I Know Who I Am” do álbum Interrogate.






2 de março de 2014

A maior fan page do mundo

Olá, caros bardos!!! 

Fazia muito tempo que não passava por aqui dizer um "oi" a todos! Então, cá estou! E com o que considero ótimas notícias!

Não, não! Ainda não temos data de lançamento de novos álbuns nem shows confirmados por aqui. Mas, pelo que tudo indica, isso ocorrerá logo logo!

Apesar de ausentes, nós do BGBrasil continuamos ativos! Para a próxima turnê dos Bardos por aqui vamos ter muitas novidades e todos se beneficiarão disso, não tenham dúvidas! A promessa é superar o que fizemos e o que conseguimos na turnê anterior.

Para resumir a história, eu lembro quando comecei a observar pela primeira vez o número de pessoas que curtiam nossa página. Se eu não me engano foi em outubro de 2011, um pouco depois da turnê dos Bardos por aqui. Eram apenas  41 “likes”. Desde então, a cada dia mais e mais pessoas estão nos conhecendo e proliferando a boa música dos nossos amigos de Krefeld. E, especialmente hoje, vim aqui para agradecer a todos vocês que fazem parte de nossa fan page, que curtem, compartilham e estão sempre presentes de uma forma ou de outra, nos fazendo crescer cada dia mais. 

Nesse breve período de existência, tivemos duas tentativas sem sucesso de formar parcerias com fan pages de outros dois países que, na época, tinham muitos “curtidores” e usaram o nosso pouco número como desculpa para não dar andamento ao projeto, infelizmente. Desde então eu fiquei, de certa maneira, obcecado por fazer o BGBrasil crescer em número e mantendo a qualidade. 

Acredito que hoje nós conseguimos isso! Posso estar errado, mas não vai alterar a comemoração. Com 2530 curtidores, somos a MAIOR e MELHOR fan page do mundo! Depois de nós tem os gregos, com 2518, que passamos nessa semana. Eu sei que não é competição, mas isso tem um gostinho especial pra gente, depois de tudo que enfrentamos.

Enfim, um muito obrigado a todos vocês! Em nome de todos os colaboradores e ex-colaboradores do Blind Guardian Brasil!


Fiquem bem, bardaiada!
  

"And Then There Was Silence..."
By Vir, The One

13 de fevereiro de 2014

Frederik e Marcus no "Shadows", com Sinbreed


Sinbreed, banda alemã de power metal com Marcus e Frederik, vai lançar seu segundo álbum intitulado Shadows, em 28 de março na Europa e 15 de abril  nos EUA via AFM Records. Veja abaixo a arte da capa para o álbum e tracklisting.


Tracklist Shadows:

Bleed
Shadows
Call to Arms
Reborn
Leaving the Road
Far Too Long
Black Death
Standing Tall
London Moon
Broken Wings

Sinbreed é:

Herbie Langhans - Vocals
Flo Laurin - Guitarras
Marcus Siepen - Guitarra
Alexander Schulz - Bass
Frederik Ehmke - Bateria



E para fazer deixa-los aquecidos para o novo CD, confira o primeiro Making of  a partir das  sessões de gravação de Shadows .


30 de janeiro de 2014

The voice of the light

Saudações bardos e valkirias !

Quando vocês ouvem Blind ? Eu ouço indo para o trabalho, em casa, quando estou triste, alegre, sem ter o que fazer, todas as opções anteriores e muitas outras mais!
Ou quando simplesmente quero ouvir uma bela interpretação! 
A primeira vez que ouvi Blind Guardian, na verdade não era o Blind, era o Demon & Wizards e fiquei fascinada pelos vocais! Entendo nada de musica, mas sei o que é bom e pedi ao meu amigo muito mais daquela banda com um vocalista tão bom. Ele havia me passado um pen drive com um dos CDs do Demons recomendando por ter o mesmo vocalista do Blind Guardian.
Confesso: foi amor á primeira vista.

Já fui a dois shows do BG e fiquei surpresa ao ouvir o Hansi falar. A voz é pequena, marcante, mas não aquela voz que se espera de um cara com sua capacidade vocal. É gente, foi essa minha impressão, acho que coisa de gente um pouco sonhadora, sei lá. Mas uma coisa garanto: o cara cantando, é impressionante ! Sabe aquela coisa que você faz no automático, sem pensar, que já entrou na corrente sanguínea? Aliás, o próprio Hansi já disse que cantar para ele sempre foi algo natural. E é ! O cara manda tão bem ao vivo quanto nos CDs!

No ultimo trabalho do Blind há duas interpretações que considero fabulosas: Wheel of time e Valkiries. Há alguma duvida de que o cara não canta mas interpreta ? Há emoção, mesmo que seja aquela coisa tão alemã de fazer o que tem que ser feito bem feito, a obrigação, a qualidade, e disciplina alemãs. Não importa! O que importa é que a forma como o cara canta é fantástica!

Ok, agora vamos bater um pouquinho na casa do vizinho, o Demons & Wizards.
Um dia cheio, aborrecido, triste ou qualquer outra coisa assim, em resumo, você não esta legal. Vá para seu quarto, ligue o ar condicionado e ouça isso, concentrando em nada, só na musica.





                     Opus dominarum.. in lacrimos... circum mobles creatius uti tripoli noceo...


Eu ouço isso em N ocasiões... E não sei bem o que escrever, talvez que é maravilhoso?  Estaria sendo redundante, obvia demais ... É sentir. E cada um terá sua emoção.

Sabe quando canja vira um prato requintado, luxuoso? Quando é Hansi quem dá a canja !
Degustem:




Repararam? Hansi vai de um polo a outro, passei nos estilos, do puro metal, forte, agressivo e decidido até o canto gregoriano. E é justo isso que me fascina neste brilhante vocalista, porque ao menos para meus ouvidos leigos, ele faz isso sem a menor dificuldade. 
 Lógico, há outros grandes vocalistas na cena metal e também fora dela. Mas a capacidade com que Hansi caminha entre tons, estilos, graves e agudos, é mesmo empolgante.

Pra fechar, o que considero uma homenagem fantástica não só do nosso querido ‘gogó de ouro’, Hansi, como também de toda a banda pelo trabalho feito. Uma justa homenagem ao mestre Dio.





26 de janeiro de 2014

Blind Guardian e os livros

Hail folks! Bom, como eu sou viciada em livros e o Blind Guardian escreve sobre livros, resolvi fazer uma seleção dos que mais aparecem nas músicas dos bardos e indicar alguns parecidos. Espero que gostem :D


Sir John Ronald Reuel Tolkien: quem é esse rapaz mesmo? :D olha, eu nem vou falar muita coisa porque acho que todos já sabem, né?! Tolkien nasceu na África do Sul e aos três anos mudou-se para a Inglaterra com sua mãe e seu irmão, onde naturalizou-se inglês. Casou-se com Edith aos 21 anos e foi mandado para Primeira Guerra Mundial aos 22. Foi indicado ao Prêmio Nobel de Literatura pelo seu amigo C. S. Lewis, porém o júri não achou que a sua narrativa tivesse o nível do Prêmio. (Coerência?) Tolkien faleceu aos 81 anos em 1973, deixando um legado imensurável para a literatura universal. Quem aqui já começou uma amizade por causa desse velinho?
Músicas do BG baseadas na obra de Tolkien: 
x. Majesty, Wizard’s crown*, Run for the night, By the gates of Moria**; 
x. Lord of the rings, Lost in the twilight hall*** 
x. The bard’s song – In the forest e The hobbit 
x. Imaginations from the other side 
x. Nightfall in Middle-Earth (o álbum inteiro)

*Essa música pode fazer referência tanto às estórias de Tolkien quanto ao Alesteir Crowley. 
**Há quem diga que a música também é derivada da Sinfonia No. 9, “Do Novo Mundo”, de Antonín Dvořák.
***Não podemos afirmar com a plena certeza pois não encontrei registro algum.

- A editora Darkside lançou recentemente uma biografia chamada “J. R. R. Tolkien, O Senhor da Fantasia”. A capa é de borracha o que faz com que as digitais dos dedos fiquem marcadas. Dá até pena de manusear o livro, mas foi um trabalho muito bem feito e com muito carinho. Quem quiser saber mais acerca da vida do mestre, aí está a dica.


- Pela mesma editora, um livro chamado “Prince of Thorns” de Mark Lawrence, o primeiro da Trilogia dos Espinhos, é outro destaque que ressalto. Com o resumo da própria editora: “Ainda criança, o príncipe Honório Jorg Ancrath testemunhou o brutal assassinato da Rainha mãe e de seu irmão caçula, William. Jorg não conseguiu defender sua família nem fugir do horror. Jogado à própria sorte num arbusto de roseira-brava, ele permaneceu imobilizado pelos espinhos que rasgavam profundamente sua pele, e sua alma. O príncipe dos espinhos se vê, então, obrigado a amadurecer para saciar o seu desejo de vingança e poder. Vagando pelas estradas do Império Destruído, Jorg Ancrath lidera uma irmandade de assassinos, e sua única intenção é vencer o jogo. O jogo que os espinhos lhe ensinaram.”
O link para quem quiser conhecer mais sobre os livros da Darkside: http://www.darksidebooks.com.br/category/books-not-dead/



- Ainda falando de fantasia épica, recomendo “Mago, livro 1: Aprendiz”, de Raymond E. Feist. Essa trilogia é considerada a melhor obra épica do século XXI e um dos 100 melhores livros de todos os tempos. Sinopse: “Na fronteira do Reino das Ilhas existe uma vila tranquila chamada Crydee. É lá que vive Pug, um órfão franzino que sonha ser um guerreiro destemido ao serviço do rei. Mas a vida dá voltas e Pug acaba se tornando aprendiz do misterioso mago Kulgan. Nesse dia, o destino de dois mundos altera-se para sempre. Com sua coragem, Pug conquista um lugar na corte e no coração de uma princesa, mas subitamente a paz do reino é desfeita por misteriosos inimigos que devastam cidade após cidade. Ele, então, é arrastado para o conflito e, sem saber, inicia uma odisseia pelo desconhecido: terá de dominar os poderes inimagináveis de uma nova e estranha forma de magia… ou morrer. Mago é uma aventura sem igual, uma viagem por reinos distantes e ilhas misteriosas, onde conhecemos culturas exóticas, aprendemos a amar e descobrimos o verdadeiro valor da amizade. E, no fim, tudo será decidido na derradeira batalha entre as forças da Ordem e do Caos.” O segundo volume “Mago – Mestre” já chegou às livrarias e uma coisa que me chama atenção é a arte das capas, que são lindas! Ainda não tive tempo de ler pois estava estudando pro vestibular, mas eu o folheei e pelo que li é um livro muito bem escrito com uma narrativa que prende a atenção do leitor e encanta.



- Outra obra que não pode faltar para quem ama livros épicos é a saga de Kothe ou Kvothe da trilogia “A Crônica do Matador do Rei”. Os dois primeiros volumes já encontram-se nas livrarias de todo país, intitulados “O nome do vento” e “O temor do sábio”, respectivamente. Sabe aquele livro que você lê a primeira página e já se apaixona? Então :D Patrick Rothfuss tem uma escrita maravilhosa e faz com que você esqueça até se alimentar durante o dia. “Ninguém sabe ao certo quem é o herói ou o vilão desse fascinante universo criado por Patrick Rothfuss. Na realidade, essas duas figuras se concentram em Kothe, um homem enigmático que se esconde sob a identidade de proprietário da hospedaria Marco do Percurso. Da infância numa trupe de artistas itinerantes, passando pelos anos vividos numa cidade hostil e pelo esforço para ingressar na escola de magia, O nome do vento acompanha a trajetória de Kothe e as duas forças que movem sua vida: o desejo de aprender o mistério por trás da arte de nomear as coisas e a necessidade de reunir informações sobre o Chandriano - os lendários demônios que assassinaram sua família no passado. Quando esses seres do mal reaparecem na cidade, um cronista suspeita de que o misterioso Kothe seja o personagem principal de diversas histórias que rondam a região e decide aproximar-se dele para descobrir a verdade. Pouco a pouco, a história de Kothe vai sendo revelada, assim como sua multifacetada personalidade - notório mago, esmerado ladrão, amante viril, herói salvador, músico magistral, assassino infame. Nesta provocante narrativa, o leitor é transportado para um mundo fantástico, repleto de mitos e seres fabulosos, heróis e vilões, ladrões e trovadores, amor e ódio, paixão e vingança.”




Stephen King: o mestre do terror, responsável pelos melhores livros do gênero que já li.




É um escritor estadunidense e ainda está na ativa, tendo seu livro lançado ano passado “Sob a redoma” adaptado e transformado numa série, “Under the dome”. 
x. Guardian of the Blind: fala sobre o livro “It”, traduzido, “A coisa”. Nesse romance o mestre do terror nos leva de volta ao tempo em que acreditávamos mais em nossa imaginação, em nossos sonhos e também em nossos pesadelos...Junho de 1958. Derry, pacata cidadezinha do Maine. Início das férias de verão. Para Bill, Richie, Eddie, Stan, Beverly, Mike e Ben, sete adolescentes que, pouco a pouco, se tornam amigos inseparáveis, este será um verão inesquecível. Um tempo em que vão descobrir o doce sabor da amizade, do amor, da união. Uma época em que vão provar o gosto amargo da perda, do medo, da dor. Este será um ano inesquecível. Terrivelmente inesquecível. O ano em que vão conhecer a Coisa, a força estranha e maligna que vem deixando um rastro de sangue na calma Derry. O ser sobrenatural que apresenta um apetite especial por inocentes crianças.Maio de 1985. O tempo passou deixando suas marcas em cada um deles. Já não são mais crianças. Mike Hanlon, o único que permanece em Derry, dá o sinal. Precisam unir novamente suas forças. A Coisa volta a atacar e eles devem cumprir a promessa selada com sangue quando crianças. Só eles têm a chave do enigma. Só eles sabem o que se esconde nas entranhas de Derry. Apenas eles podem vencer o poder maléfico da Coisa. Olha gente, esse livro é daqueles em que você lê uma cena e prende a respiração. Aí você começa a ler muito rápido para saber o que vai acontecer; essa é uma façanha do King. Às vezes pode ficar um pouco monótono ou maçante porque ele é bem detalhista, mas no final, compensa. Os personagens são muito bem construídos, uma coisa que sou bastante exigente. Afinal, ele não é “king” à toa :D
x. Como eu já disse em outra matéria acerca das capas do BG (http://www.blindguardianbrasil.com.br/2012/01/o-guardiao-cego-e-as-capas.html), o Pennywise (nome da criatura It), aparece na capa do single “Mr. Sandman”, cover do quarteto feminino “The Chordettes”. Seria uma mistura do Sandman com o Pennywise muito inteligente. Ainda nesse post, falarei mais sobre o Sandman.


x. Follow the blind: baseada no livro “O Talismã”. “Jack Sawyer, um garoto de 12 anos, está prestes a iniciar uma jornada fantástica: a empolgante e assustadora busca de um talismã. Jack sabe que correrá vários riscos e que sua coragem e resistência física serão testadas a cada segundo. Mas vai lutar até o fim: de seu sucesso depende a vida de sua mãe...Para atingir sua meta, Jack terá de lutar contra um inimigo furioso e cruel que está disposto a fazer qualquer coisa para destruí-lo e atravessar não apenas os Estados Unidos de costa a costa, mas também os Territórios, uma região assombrosa e ameaçadora. Onde ficam os Territórios? Como chegar a esta região fantástica e mítica que não pode ser alcançada de modo comum? Em que plano da existência se situa esse mundo tão intrigante quanto a Atlântida? Jack vence estes mistérios ao atravessar para os Territórios. Aí, descobre a desconcertante existência dos "Duplos", reflexos de pessoas que conhece na Terra como a Rainha Laura, o "Duplo" de sua mãe, que também está com a vida por um fio. Jack não tem muito tempo e é longa a viagem. A cada passo de sua jornada, precisa enfrentar inimigos perigosos que o perseguem nos dois mundos. No entanto, ele persiste, pois só terá sossego quando o valioso talismã estiver em suas mão”


x. Tommynaknockers e Altair 4: baseados no livro “The Tommyknockers”, traduzido “Os estranhos”. “A escritora Bobbie Anderson tropeça numa nave espacial enterrada no quintal de sua casa. À medida em que vai desenterrando mais e mais, o poder da nave começa a ser emanado, e pouco a pouco vai transformando a pacata cidade de Haven numa colmeia de pessoas literalmente alienadas. A única esperança de salvação é Jim Gardner, um poeta alcoólatra, que, por algum motivo, não é afetado pela nave, e a quem todos em Haven desejam ver morto. Quem quiser saber mais: http://www.kingofmaine.com.br/obras/romances/os-estranhos/





x. A Torre Negra - Apontada como a mais importante obra do cultuado escritor norte-americano Stephen King, a série A Torre Negra foi descrita por seu autor como "o mais longo romance popular de todos os tempos". Inspirada no universo imaginário de J.R.R. Tolkien e no poema épico do século XIX "Childe Roland à Torre Negra Chegou" e repleta de referências à cultura pop, às lendas arturianas e ao faroeste, A Torre Negra mistura ficção científica, fantasia e terror numa narrativa que forma um verdadeiro mosaico da cultura popular contemporânea. Elaborados ao longo de trinta e três anos entre 1970 e 2003, os sete volumes de A Torre Negra transportam o leitor para uma jornada épica e arrebatadora que cultiva uma legião de fãs ao redor do mundo. Fonte: submarino. São 7 livros GRANDES e CAROS, mas vale a pena lê-los. 
Músicas: Somewhere far beyond, Carry the blessed home, Another stranger me. 
Ano passado (eu acho) foi lançado o que seria a continuação da Torre Negra, um livro chamado “O vento pela fechadura”: O novo livro encaixa mais uma peça no vasto quebra- cabeças que cerca a saga, oferecendo lendas e histórias fantásticas de Gilead, ao mesmo tempo em que investiga o passado doloroso do pistoleiro Roland Deschain. No meio do caminho entre o Palácio Verde e Calla, o pistoleiro Roland Deschain e seu ka-tet — Jake, Susannah, Eddie e Oi, o trapalhão — são obrigados a acampar numa cidade fantasma. Caso contrário, seriam congelados com a chegada súbita e mortal de uma borrasca, tempestade única ao Mundo Médio. Para afastar o tédio da espera, Roland distrai o grupo com uma história de seu passado. Porém, no centro dessa lembrança, o jovem Roland, do passado, também narra uma fábula de sua infância, registrada em seu livro favorito: “O vento pela fechadura”. A lenda do menino Tim e suas aventuras em busca do mago Merlyn acabam revelando muitas verdades sobre Gilead, o Mundo Médio e o Pistoleiro. 

- A música “The Gunslinger” do Demons & Wizards também foi baseada na Torre Negra.





- Pra quem gosta de terror e suspense sugiro que leiam contos do Edgar Allan Poe e H. P. Lovecraft.
- Ah sim! A editora Darkside também lançou uma biografia do tio Steve. Para quem quiser saber mais acerca das histórias e inspirações, é uma ótima pedida :D Stephen King – Coração assombrado.



T. H. White: foi um escritor britânico do século XX. Escreveu a saga “A espada na pedra”, a qual muitos dizem ser a “versão definitiva sobre o Rei Arthur".

(Me lembra o Hemingway)



O primeiro livro, “Único e eterno rei” influenciou o Blind em:
x. Imaginations from the other side, A past and future secret, Bright eyes e Mordred’s song.
Ao total são 4 livros, e recentemente a editora Hamelin relançou a coleção [com capas horríveis]. As edições das editoras W 11 e Francis com ilustrações de Alan Lee são as mais bonitas [entretanto, hoje só se acha em sebo mesmo :( ], olhem só:

esses são os meus filhotes :D

Nesta obra, T. H. White apresenta a educação do menino Wart, que, ainda bebê, é entregue a Sir Ector, que será seu tutor e o criará como um filho. Wart será guiado e ensinado pelo famoso mago Merlin, um dos personagens mais importantes e encantadores da obra, que o colocará em várias aventuras, transformando-o em animais e fazendo-o encontrar famosos personagens, como Robin Wood, o fora da lei, com quem enfrentará a Rainha Morgana. Porém, todos os ensinamentos proporcionados por essas aventuras somente farão sentido para Wart com a morte de um importante Rei, momento em que nascerá o famoso Rei Arthur. Diferenciais/Comentários A série deu origem a todas as séries de literatura fantástica. O autor é precursor do gênero no mundo. Muitos outros autores como George Martin e J. K. Rowling inspiraram-se em suas obras. A tradutora da série figura entre as mais respeitadas do país.

É impossível não amar as histórias do Rei Arthur. Outro escritor que escreveu uma magnífica trilogia sobre esse personagem tão querido é o Bernard Cornwell, o meu preferido. Na trilogia “As crônicas de Artur”, conta a mais fiel história de Rei Artur. A partir de fatos, este romance genial retrata o maior de todos os heróis como um poderoso guerreiro britânico, que luta contra os saxões para manter unida a Britânia, no século V, após a saída dos romanos. O Bernard também é britânico e mistura fatos históricos com fantasia, sobretudo da Inglaterra. Essa trilogia do Artur é excelente, e a escrita dele também é excelente. Ninguém descreve melhor as cenas de batalhas e parede de escudos. Olha, eu ouso dizer que prefiro a escrita dele à do Tolkien. Cornwell também lançou livros sobre o Santo Graal na trilogia intitulada “A Busca do Graal”, empolgante e dinâmica. Recomendo também "Stonehenge" (sobre aquele monumento misteriosos lá no sul da Inglaterra); "As aventuras de Sharpe" (acerca de um militar chamado Richard Sharpe e suas aventuras, sobretudo nas Guerras Napoleônicas. São 11 livros publicados no Brasil) e as "Crônicas Saxônicas", protagonizadas por Uhtred, um saxão criado por dinamarqueses que ajuda o rei Alfredo a construir a formação da Inglaterra. Aprendi muita coisa da mitologia nórdica nesses livros, são realmente MUITO bons! As “Crônicas Saxônicas” somam 6 livros publicados no Brasil, e ainda vem mais por aí!

olhem a cara de simpático dele :D

O cara é tão fanático que tem até uma espada que lutou na Batalha de Waterloo em casa!!!!



Agora é só um parêntese:

Sandman: ou João Pestana, é uma entidade mítica do sono e uma personagem da mitologia infantil portuguesa. O João Pestana é o sono a chegar, um ser muito tímido e assustadiço que chega devagar quando está tudo silencioso, foge ao mínimo barulho. Quando ele chega os olhos fecham-se as pestanas juntam-se, por isso nunca nenhuma criança o viu. É equivalente ao Pedro Chosco, que deita nos olhos das crianças um grãozinho de areia para elas dormirem, e ao Sandman inglês. O João Pestana é tema frequente nas cantigas de embalar e nas rimas infantis. "Mr. Sandman" (às vezes escrita como "Mister Sandman") é uma canção popular escrita por Pat Ballard e lançada em 1954, e gravada pela primeira vez nesse ano pelas The Chordettes. A letra da canção transmite um pedido a "Mr. Sandman" e "traz-me um sonho" a palavra "sonho" ambiguamente se referindo a um significativo real outros, bem como a um sonho de dormir - o tradicional associação com a figura folclórica, o Sandman. Fonte: Wikipedia.
 Em 1988, Neil Gaiman [lindo] trouxe o Sandman para a Vertigo, selo para adultos da DC Comics, popularizando ainda mais o personagem.





- Sobre as mitologias: vai de cada um. Há uma infinidade de livros acerca das mitologias que eu nem vou indicar aqui. O negócio é perguntar para o livreiro onde eles ficam na livraria e folhear mesmo. Como eu disse anteriormente, as “Crônicas Saxônicas” do Bernard Cornwell dão uma aula de mitologia nórdica “na prática”, expondo os costumes, crenças e rituais dos dinamarqueses (povos do norte e/ou vikings)

- A editora Objetiva lançou uma série da Torre Negra em HQ para quem quiser sentir o gosto da história bem sucintamente.




- Alguns dos livros como “It” e “Os estranhos” (que não é aquele filme TOSCO com a filha do Steven Tyler e mais conhecida como Arwen s2)  foram adaptados para o cinema, fiquem à vontade para assisti-los! 

Bom, acho que é isso. Só indiquei livros lindos a vocês e espero que despertem a curiosidade de lê-los. Quem já leu, conte de qual gostou mais ou se não gostou de nenhum e faça sugestões de livros também! :D 


Marcus gostou desse post :D




BARDS WE ARE, BARDS WE WILL BE!
Follow The Guardians!

7 de janeiro de 2014

Um pouco mais sobre "At the Edge of Time"


Saudações Caros Bardos,

Mais um ano se inicia e com ele nossa ansiedade decorrente à um futuro álbum do Blind Guardian. Desde At the Edge of Time de 2010 até hoje tivemos o lançamento da super coletânea Memories of a Time To Come lançada em 2012. Rumores sobre um futuro álbum orquestrado ganharam destaque após um entrevista de Hansi a revista Powerline, contudo a mesma seguiu sem mais detalhes. Já sobre o futuro disco, a ser lançado este ano, Hansi afirmou em comunicado no site oficial da banda que já tem 7 músicas escritas. Alguns títulos foram revelados, mas podem não ser definitivos: "Encrypted Time", "The Ocean", "The Irish Hill", "Prophecies", "Soundtrack 2" e "Midtempo Song".

Enquanto nossa longa espera continua, vale a pena relembrar um pouco o último trabalho de inéditas da banda, o maravilhoso At the Edge of Time.

At The Edge of Time


Lançado em 2010 o álbum foi um dos maiores sucessos comerciais da banda. Um marco foi a entrada do disco nos 200 mais vendidos nos EUA (Posição 108º), além dos já esperados 2º lugar na Alemanha, 4º na Grécia, 7º na Croácia e Europa, 9º na Áustria, dentre outras boas colocações em inúmeros países europeus e no Japão (29º lugar).
O encarte do CD foi feito pelo colombiano Felipe Machado Franco, que posteriormente trabalhou na arte de Memories of a Time To Come.



“Sempre há uma grande quantidade de ideias vindo deles e eu respondo com minha versão do que pediram. Eu acho que Hansi (Kürsch, vocalista) e a banda tem um conceito bem claro para a parte visual, então é sempre uma negociação de conceito. Eles são a banda mais legal para se trabalhar porque quando chegou a hora de criar a capa do single 'A Voice In The Dark', após alguns testes, Hansi disse, 'Pense apenas em algo que combine com o clima da banda e me surpreenda'. Então eles sabem como confiar e encorajar a minha criação. O conceito da capa do CD foi principalmente ideia da banda. Para a arte interior de cada música, sempre teve ideias de todos.”

(Vide entrevista concedida por Felipe Machado ao Blind Guardian Brasil: http://www.blindguardianbrasil.com.br/2012/01/entrevista-exclusiva-com-felipe-machado.html)

As verdadeiras preciosidades do disco, as canções, também não deixam a desejar (obviamente). São 10 músicas, totalizando 63’58’’ de muito bom som!


· Sacred Worlds

Uma versão editada da canção original 'Sacred', que tem uma nova introdução orquestral. Escrita pela banda para o game Sacred 2: Fallen Angel.

· Tanelorn (Into the Void)

Como The Quest For Tanelorn, do álbum Somewhere Far Beyond, é baseada na série de fantasia Eternal Champion ("O Campeão Eterno"), de Michael Moorcock. Tanelorn é uma cidade multi-dimensional que some e reaparece em meio ao tempo e ao espaço.

· Road of No Release

Inspirada pelo conto The Innkeeper's Song ("A Canção do Taverneiro), de Peter S. Beagle.

· Ride Into Obsession

Baseada na obra de fantasia épica The Wheel Of Time de Robert Jordan, série que inspira-se em elementos da mitologia europeia e asiática . A música faz referências a personagens da obra, como o Dragão Renascido, Rand al'Tor, e o vilão Lorde Ba'alzamon.

· Curse My Name
Inspirada pela obra do escritor britânico John Milton, The Tenure Of Kings and Magistrates ("A Atuação dos Reis e dos Magistrados"), que defende que os reis deveriam ser executados caso falhassem em cumprir seu dever para com o povo.

· Valkyries

Refere-se às Valquírias da mitologia nórdica. Deidades menores, servas de Odin, eram belas jovens mulheres que montadas em cavalos alados e armadas com elmos e lanças, sobrevoavam os campos de batalha escolhendo quais guerreiros, os mais bravos, recém-abatidos entrariam no Valhala. Elas o faziam por ordem e benefício de Odin, que precisava de muitos guerreiros corajosos para a batalha vindoura do Ragnarock.



· Control the Divine

Baseado no poema épico Lost Paradise do poeta do século XVII, John Milton. Originalmente foi publicado em 1667, em dez livros, com um total de mais de dez mil linhas individuais de verso e diz respeito à bíblica história da Queda do Homem: a tentação de Adão e Eva pelo anjo caído Satanás e sua expulsão do Jardim do Éden.

· War of the Thrones

Inspira-se na aclamada série literária A Song Of Ice and Fire, de George R.R. Martin.


· A Voice in the Dark

Também baseada na clássica série de George Martin "A Song of Ice and Fire". Esta canção conta a história de Bran Stark, um personagem chave na série. Esta faixa foi o primeiro single do álbum. 



· Wheel of Time

Como Ride Into Obsession se baseia em The Wheel Of Time de Robert Jordan. A roda do tempo é um artefato cósmico que tece a trama do universo usando as vidas das pessoas como fio. Explora o conceito de "eterno retorno", onde os eventos estão fadados a repetir-se no decorrer do tempo.

“A cada lançamento queremos nos definir em um outro nível.” - Hansi.

Bom, bardos, depois de relembrar este clássico, espero que tenha acalmado um pouquinho vossos ouvidos sedentos por Blind Guardian.

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Sara Leal

31 de dezembro de 2013

Imaginations in the myth

     Oi gente! Nossa, faz ERAS que não escrevo aqui! Mas, fazendo isso agora, me sinto em casa. Passei BASTANTE tempo sem ter contato nenhum com o BG, nem mesmo escutava as músicas, por motivos pessoais. Já que um novo ano se inicia, resolvi voltar a fazer o que tanto amo: escrever sobre o BG.

Primeiramente, gostaria de dizer que esse é o meu ponto de vista, o meu parecer, não uma verdade absoluta. Espero que gostem!

      
       Bom, ontem eu estava contando ao Marlon sobre umas impressões que tenho acerca de  uma música e uma capa, então ele me pediu para esticar o assunto; aqui estou xD Acho que o meu álbum preferido sempre foi o “A twist in the myth” (e o Somewhere. E o Nightfall, né. E o Tales fr... Tá! :D ) porque a capa sempre me chamou mais atenção, além de ser magnífica. Também sempre senti uma relação entre a letra “Imaginations from the other side” e essa capa. Vejamos, a letra da Imaginations fala sobre minhas histórias preferidas, como Alice, O mágico de Oz e a Terra Média. Mas por que raios esse bando de homem feito de barba na cara resolveu fazer uma música com esse tema? Simples, na própria letra fala: nunca seremos velhos demais para isso e jamais podemos deixar de acreditar.
     Will I ever see them back again or did they all die by my hand? É pela leitura que conhecemos outros mundos, fazemos novos amigos e embarcamos em aventuras extraordinárias! E é exatamente essa mensagem que a Imaginations nos passa: como ter espaço para contos de fadas num mundo tão cruel e tão duro? Como sabemos se eles desapareceram ou se não existiram? Se crescemos e os esquecemos? Merlin realmente existiu? Frodo usou o anel? Eu sabia as respostas... Como elas se perderam para mim? Nessa hora que a capa do “A twist in the myth” entra.
     Aquele livro conta as histórias das músicas que tanto amamos. Aquele cenário de destruição e miséria é a nossa realidade sem a imaginação. Mas! Ainda há esperança! É só atravessar aquele portal e seguir em direção ao castelo, onde escutaremos os bardos cantarem feitos heróicos e festejaremos ao som do bandolim. Estive pensando no porquê de o Blind Guardian ser a minha banda preferida, e olha que é BEM difícil escolher apenas uma. A verdade é que, quando escuto BG, me sinto dentro desse livro da capa do CD. É uma terra fantástica onde estamos todos juntos: fãs, banda e letras. É só ter imaginação e se deixar levar, se transportar.
         E isso é mágico! Não importa quanto tempo eu deixei de escutar Blind: é lá que eu pertenço. É um refúgio. Depois de todo esse tempo, ainda consigo me lembrar de cada palavra, de cada riff, de cada coro, e é reconfortante saber que você sempre será bem-vindo. Então, você está preparado? Então dê play na sua música preferida do BG e comece já a sua jornada! Te vejo lá!

“In my thoughts and in my dreams: they’re always in my mind! These songs of hobbits, dwarves and men and elves, come close your eyes! You can see them too…” 

BARDS WE ARE! BARDS WE WILL BE!
Follow The Guardians! 

1 de dezembro de 2013

Entrevista com Thomen Stauch para o BGBrasil

 Finalmente a tão aguardada entrevista com Thomen, depois de deixar o gostinho dela em nossa página do facebook...HaHaHa, teve gente que se me visse na rua me batia por isso :x.

Enfim, os créditos da tradução dessa entrevista vai para a minha amiga Mônica Pinheiro, a mais nova colaboradora do BGBrasil, e minha futura professora de inglês. =D
Agradeçam a ela pela excelente tradução.

Enfim, segue abaixo a entrevista com o Mestre Thomen


Blind Guardian Brasil:
Thomen, eu quis fazer algo que todos aqui no Brasil pudesse participar, então deixei aberto algumas perguntas que os seus fãs aqui do Brasil gostariam muito de saber, eles enviaram as perguntas para mim, e eu completei a nossa entrevista com elas e com o nome de seus autores.
Primeiramente quero agradecer a oportunidade de estar fazendo essa entrevista contigo, para mim é uma grande honra e é a realização de um sonho estar fazendo ela agora, obrigado.
Thomen:
Por nada ! Obrigado a você! È bom saber que ainda gente no Brasil que curte minhas atividades. Vocês são demais! :-) 

Blind Guardian Brasil:
Agora vamos a entrevista:
Primeiramente, gostaria de perguntar sobre a sua carreira, se está feliz com o seu trabalho atual e sua carreira pós Blind Guardian.

Thomen:
Eu diria que tenho duas respostas:
1.) É bom poder fazer o que quiser, apesar de nunca ter quisto deixar pra trás os bons tempos com o Blind Guardian ! Tivemos momentos bons, divertidos, stressantes, mas de sucesso e acima de tudo momentos que me deram grande experiência como musico e como baterista. Todo meu conhecimento sobre musica veio quando comecei a tocar bateria, desenvolvido ao longo de 20 anos de carreira como baterista e membro fundador do Blind Guardian. Tivemos bons e maus momentos, turnês de sucesso e grandes álbuns. Não há o que falar de minha carreira nesse período. A decisão de abandonar a banda antes do lançamento de ‘A Twist in the Myth’  foi naquele momento a coisa certa para mim e para a banda, porque passávamos por diferenças profissionais e pessoais.  Tenho que admitir que mais tarde com o lançamento de At the Edge of time eu teria ficado feliz em participar novamente, mas a direção musical por parte da ATITM não era a que eu preferiria apesar de não ser a única razão de minha saída, Houveram muitas razões que me levaram à decisão de deixar o grupo. Triste, mas sensato e necessário naquele momento. 
2.) Claro que não é fácil para mim reconhecer o quanto é difícil começar uma nova carreira com uma nova banda. Muitas coisas mudaram na cena musical desde então.  Muitas bandas lançam seus trabalhos de forma independente, já que a maior parte dos selos não quer mais assumir os riscos de investir na carreira de uma banda com o possível atraso de retorno financeiro. A maior parte não investe nada mesmo!  Os maiores selos contratam bandas que foram bem sucedidas em selos menores, que não tem tanto dinheiro como os selos maiores, mas que assumiram os riscos... Se as bandas alcançam certo nível de sucesso os selos maiores as incorporam para que o negócio seja  lucrativo e de rápido retorno para a empresa.  Isso é realmente chato. O que mais ouço de bandas novas talentosas é que os selos oferecem cada vez mais contratos de 360 graus o que significa que os selos exigem uma parte de tudo aquilo ganho pelas bandas, sejam shows, marketing ou qualquer outra fonte! Realmente não posso, não irei aceitar isso !  Não tem como ! Prefiro trabalhar com manutenção de telhados de novo antes de assinar um contrato desse tipo que só teria sentido, em minha humilde opinião, se fosse para alimentar outras bocas, além de valorizar o trabalho mental e braçal da banda, que provavelmente levou meses ou anos para concluí-lo.  Essa situação provavelmente não irá mudar até que as bandas parem de assinar qualquer pedaço de papel que diga: contrato entre “...”&”...” só para mais tarde dizerem: finalmente assinamos um contrato com “...” Queridos amigos e bandas, por favor tenham cuidado e pensem duas vezes sobre o que assinar ou não ! É melhor consultar um advogado com conhecimento sobre leis contratuais antes de assinar qualquer coisa. O valor pago ao advogado será muito menor que a quantidade perdida com um contrato de banda.  ;-)         




Blind Guardian Brasil:
Gostaria de saber se hoje você ainda conversa bastante com o Hansi, Andre e Marcus, se continuam em contato, se costumam sair.

Thomen:
Claro, ainda temos um bom relacionamento!  Uma vez ou outra visito os caras no estúdio para uma conversa rápida e algumas xícaras de café.  Lógico, não é mais a mesma coisa como era quando ainda tocávamos juntos, mas é como encontrar velhos amigos para conversar sobre o passado e o futuro. Se Charlie Bauerfeind esta la deixo ele longe do seu trabalho porque eu falo, falo. Falo, hahahahah !  :-D  Mas sair para uma cerveja por exemplo, seria demais. Já estamos velhos !  J   Não, estou brincando, não é bem assim, mesmo quando eu ainda estava na banda não saiamos muito, já que todos tínhamos nossas vidas particulares. Seria muito simples passar o resto do tempo com os membros da banda. Não esqueça que periodicamente estávamos no estúdio e por quase 2 anos em turnê, para cada álbum !   Isso já era mais que suficiente!

Pergunta de Gustavo Cursino:
Thomen, como surgiu a idéia de montar o Savage Circus, gostaria de saber um pouco mais, pois sou um grande fã, e é uma banda que eu admiro muito.
Thomen:
Eu curti muito, velhos amigos, Jens e Emil do Persuader e um novo guitarrista, Thorsten ‘Toto’ Hain (que substituiu Piet na guitarra) trabalhando juntos de novo comigo no Savage Circus ! Toto e eu trabalhamos duro em material para as novas musicas, enquanto Jens e Emil ainda trabalhavam em lançamento do Persuader. Esse trabalho levou muito tempo, mas esta quase pronto, e eles podem se concentrar mais no Savage Circus. Entretanto nossas vidas mudaram de muitas maneiras desde o lançamento do Savage Circus em 2006.  Alguns de nós temos um emprego normal paralelo às nossas atividades musicais que possa alimentar nossas famílias. É obvio que isso demanda muito tempo das nossas atividades musicais e além desses empregos normais, nossas famílias também precisam de um mínimo de atenção. Não é fácil combinar todas essas atividades e essa é a razão pela qual o Savage Circus ainda esta trabalhando no material de seu terceiro trabalho e ainda vai levar um bom tempo.  Eu por minha vez, não acredito em um lançamento antes do outono/inverno de 2014 (segundo semestre de 2014, nota do tradutor). Sabemos que nossos fãs estão ansiosos por um novo trabalho, mas eu penso que é melhor um lançamento mais tarde com grandes musicas que lançar agora com canções ruins.  Sobre as musicas, ainda estamos trabalhando nas letras, mas duas delas podem ser ‘Black as the Forest’ uma balada bem triste e depressiva e uma rápida e muito melódica chamada ‘The everlasting Circle’ que provavelmente pode ser o titulo do álbum.   No geral temos uma musica pronta totalmente e mais duas quase prontas e trabalhando em 4 ou 5 outras que precisam ainda de muita atenção.      

Pergunta de Paula Nindë :
Thomen, qual foi a melhor realização da sua vida dentro da música até o momento?
Gostaria de saber também, se o fato de você ter feito parte de uma grande banda como o Blind Guardian faz as pessoas esperarem que você sempre fale a respeito do que eles estão fazendo, se esperam que você sempre dê alguma opinião.
Thomen:
Minha maior realização certamente foi ter tocado com o Blind Guardian e ter feito um trabalho com os antigos companheiros que tornou o Blind o sucesso que é hoje em dia. Tocamos em festivais como o Wacken Open Air para quase 70.000 pessoas e constantemente esgotávamos shows e turnês desde o lançamento de ‘Imaginations from the other side’. Em 1992 alcançamos mais status no Japão que na Alemanha.  ‘Somewhere far beyond’ alcançou o primeiro lugar nas paradas japonesas e a tour (que assumimos para o Black Sabbath por terem que cancelar seus shows) esgotou. Tocamos em alguns dos maiores teatros do Japão, como o NHK & Koseinenkin Hall (onde o Judas Priest gravou seu álbum Unleashed in the East) naquele tempo o Judas Priest era minha banda favorita e o Unleashed meu álbum favorito deles. Agora você imagina que tudo isso foi a realização de um sonho pra mim e para a banda ! ;-) Acho que dormimos de 20 a 30 horas durante os 11 dias no Japão. :-D   Sobre a sua pergunta, digo que ás vezes as pessoas esperam de mim uma opinião sobre o Blind, mas não sempre. Há algumas pessoas que me perguntam sobre o novo trabalho deles, mas o que mais perguntam é porque deixei a banda em 2005. 


Pergunta de Moises Dias:
Thomen, o que você acha do atual baterista do Blind Guardian, o Frederik? Na sua opinião, ele é tão bom quanto você?
Thomen:
Frederick é um grande baterista, sem duvida alguma ! Fred estudou bateria, que eu saiba e ele pode escrever em notas musicais, tudo aquilo que toca. Eu diria que há somente uma diferença entre nós, eu costumo tocar com o coração e com a alma e tento sentir e tocar as musicas com minhas habilidades como baterista, mas Fred toca mais tecnicamente.  Ele certamente é melhor que eu tecnicamente.  Hummm, é difícil explicar. :-/  Tudo que posso dizer é que os fãs do Blind  me retornam que eu tocava com muito mais intensidade e paixão.  De qualquer forma, pessoalmente falando acho que Fred faz um grande trabalho no BG e acho que as pessoas deveriam respeitar isso. Uma coisa é certa ...  Fred é um grande baterista e um cara muito legal … E o melhor baterista vai sempre estar na visão do expectador!  J
Pergunta de Renan Virginio:
Thomen, sobre o seu novo projeto, o Stranded Guns, poderia nos falar mais um pouco sobre ele? Pois nós tivemos pouquíssimas informações a respeito, e estamos muito curiosos e ansiosos para escutar e saber mais.
Thomen:
Claro que posso dizer algo sobre meu novo bebe J  Mas antes de qualquer coisa vou postar aqui informações sobre a banda, que são quase tudo que eu poderia falar sobre Stranded Guns no momento.  
[-Stranded Guns é uma banda nova de rock de NRW,  Alemanha, fundada no início de 2013 por Thomas ‘Thomen’ Stauch na bateria (ex-Blind Guardian, Savage Circus, Coldseed) e Michael C. Kent (multi instrumentista produtor de todo o trabalho) nos vocais e guitarra. Thomen e Michael se tornaram amigos no início dos anos 80 por causa de sua grande devoção pela musica do ‘KISS’ ! As idéias sobre a criação do Stranded Guns apareceram quando Michael e Thomen cruzaram seus caminhos na primavera de 2013.  Seu amor ao velho rock-n-roll dos anos 80 e sua velha amizade trouxeram à tona a idéia de unir forças para  criar uma banda com um rock puro, melódico que trouxesse de volta a atmosfera dos anos 80 produzida dentro de um conceito moderno. Os caras queriam compor de forma divertida, tocando e gravando sua musicas sem restrições, apesar de ser certo encontrar algo novo nas musicas, como por exemplo som orquestral ou qualquer outra coisa. É isso o que a banda propõe.    
Michael e Thomen escreveram e gravaram 5 musicas pré-produziram 4 até agora. Enquanto compõe as musicas que faltam para o álbum de estréia ‘Time Machine’, Thomen e Michael já estão em contato com músicos que completem o time para as apresentações.  Stranded Guns não é um ‘projeto’, é uma banda, cuja intenção é expandir o prazer que sentem com sua musica aos ouvintes. Essa é a ideia! Let´s rock!-]     
Mais tarde começamos a tratar com os selos, então vamos ver o que o que acontece nas próximas semanas ou meses. ;-) Estou bem confiante que escolheremos a empresa certa para o Stranded Guns.  É incrível como as pessoas reagem de forma positiva à banda, apesar de não Power ou speed metal, que era o que as pessoas estavam acostumadas a ouvir.  Isso nos mostra que ainda há muitas pessoas pelo mundo que buscam pela musica clássico dos anos 80, como Kiss, Foreigner, Survivor, Ásia, Bon Jovi, Aerosmith entre outros, que foram sucesso e ainda são. Isso é um bom sinal para nós ! J
Gostaria de saber também, qual foi o álbum que você mais gostou de gravar com o Blind Guardian, para você qual é o show mais memorável para você até hoje, que será inesquecível, e quais as lembranças que você tem dos shows que fez com o Blind Guardian aqui no Brasil.
Thomen:
A gravação de Nightfall in Middle_Earth foi um momento muito criativo para mim, porque compus a maior parte da bateria enquanto gravava no estúdio.  Em cada canção apareciam novas idéias que eu experimentava e o resultada agradava muito a banda.  Mas no geral todos os álbuns tiveram seu encanto.   Um dos shows mais incríveis foi o Wacken 2002 com quase 70.000 pessoas nos assistindo, um entre tantos outros.  Todos os shows tem seus momentos especiais, então fica difícil escolher algum dos melhores. Cada país é de um jeito, assim como os fãs ! Mas lembro dos fãs brasileiros como pessoas de coração quente quando você os encontra nas ruas, mas nos shows do Blind se esqueciam completamente de si mesmos para se concentrarem nas musicas, cantando quase toda a letra muito, muito alto ! Isso me impressionou muito ! Eu adoro a America Latina como um todo ! O único problema com o Brasil é que vocês falam português ao invés de espanhol e eu falo um pouco de espanhol. Hahahaha. E vocês falam o português do Brasil, que é difícil demais para mim! :-D :-D  A única coisa que eu lembro é que quando eu comprava um coco no Brasil eu tinha que dizer: ‘Eu quero mais barato !   Hahahahahahaha.


Pergunta de Aline Koball:
Thomen, qual sua opinião sobre o álbum “At The Edge of Time” do Blind Guardian? Gostou de alguma faixa em particular?
Thomen:
‘At The Edge of Time’ é um grande album ! Em especial por terem usado orquestras reais no projeto ! Depois de ‘ A Twist in the Myth’ finalmente um grande álbum de novo. Minhas musicas favoritas são ‘Sacred Worlds’, ‘Curse my Name’ e em especial ‘A Voice in The Dark’ !  

Gostaria de saber também, quais bandas você anda escutando no momento, e quais as suas influências musicais para compor.
Thomen:
Essa pergunta é muito difícil, eu ouço muitas bandas de diferentes estilos!  No momento estou curtindo bandas antigas como Genesis, Journey, Marilion, Queen, etc, e sobre as mais recentes estou curtindo At the Edge of Time do Blind, Kamelot, Iced Earth, Avantasia. Mas a maior parte do tempo trabalho em material para minhas novas bandas, então não tenho muito tempo para ouvir muita coisa. :-)   Minhas influencias na bateria certamente são Simon Philips (Toto, Mike Oldfield, Judas Priest) por sua pegada melódica e em especial por sua técnica, Scott Rockenfield (Queensryche) por sua pegada progressiva fantástica, Lars Ulrich (Metálica no início, pelo estilo único) e Phil Collins, por sua bateria melódica e ritmos Agradáveis. 


Pergunta de Fernando J. :
Thomen, se você fosse transformar um livro em música, qual livro seria?
Thomen:
Eu não gosto muito de ler! Sou mais fã de um bom filme ! Então se fosse o caso de escrever musicas a prtir de um livro, eu estaria perdido ! Hahahaha ! Eu preferiria escrever o tema de um filme, ou escreveria minha própria historia para tema de letra de uma musica. ;-)


 Marlon:
Obrigado Mestre Thomen, por esta incrível entrevista, te admiro muito. =)
Follow The Guardians! 

Tradução e Revisão: Mônica Pinheiro